Jesus como Educador

FAÇA UMA MUDANÇA VISÍVEL

sábado, 26 de setembro de 2015


Íntegra do discurso do Papa Francisco ao Congresso Americano
 
Na quinta-feira, 24 de setembro, o Papa Francisco proferiu seu discurso ao Congresso Americano, em Washington.

Senhor Vice-Presidente,
Senhor Presidente da Câmara dos Representantes,
Distintos Membros do Congresso,
Queridos Amigos!


Sinto-me muito grato pelo convite para falar a esta Assembleia Plenária do Congresso «na terra dos livres e casa dos valorosos». Apraz-me pensar que o motivo para isso tenha sido o facto de também eu ser um filho deste grande continente, do qual muito recebemos todos nós e relativamente ao qual partilhamos uma responsabilidade comum.
 
Cada filho ou filha duma determinada nação tem uma missão, uma responsabilidade pessoal e social. A vossa responsabilidade própria de membros do Congresso é fazer com que este país, através da vossa actividade legislativa, cresça como nação. Vós sois o rosto deste povo, os seus representantes. Sois chamados a salvaguardar e garantir a dignidade dos vossos concidadãos na busca incansável e exigente do bem comum, que é o fim de toda a política.

Uma sociedade política dura no tempo quando, como uma vocação, se esforça por satisfazer as carências comuns, estimulando o crescimento de todos os seus membros, especialmente aqueles que estão em situação de maior vulnerabilidade ou risco. A atividade legislativa baseia-se sempre no cuidado das pessoas. Para isso fostes convidados, chamados e convocados por aqueles que vos elegeram.

O vosso trabalho lembra-me, sob dois aspectos, a figura de Moisés. Por um lado, o patriarca e legislador do povo de Israel simboliza a necessidade que têm os povos de manter vivo o seu sentido de unidade com os instrumentos duma legislação justa. Por outro, a figura de Moisés leva-nos directamente a Deus e, por consequência, à dignidade transcendente do ser humano. Moisés oferece-nos uma boa síntese do vosso trabalho: a vós, pede-se para proteger, com os instrumentos da lei, a imagem e semelhança moldadas por Deus em cada rosto humano.

Nesta perspectiva, hoje quereria dirigir-me não só a vós mas, através de vós, a todo o povo dos Estados Unidos. Aqui, juntamente com os seus representantes, quereria aproveitar esta oportunidade para dialogar com tantos milhares de homens e mulheres que se esforçam diariamente por cumprir uma honesta jornada de trabalho, por trazer para casa o pão de cada dia, por poupar qualquer dólar e – passo a passo – construir uma vida melhor para as suas famílias. São homens e mulheres que não se preocupam apenas com pagar os impostos, mas – na forma discreta que os caracteriza – sustentam a vida da sociedade. Geram solidariedade com as suas actividades e criam organizações que ajudam quem tem mais necessidade.

Quereria também entrar em diálogo com as numerosas pessoas idosas que são um depósito de sabedoria forjada pela experiência e que procuram de muito modos, especialmente através do voluntariado, partilhar as suas histórias e experiências. Sei que muitas delas estão aposentadas, mas ainda activas e continuam a empenhar-se na construção deste país. Desejo também dialogar com todos os jovens que lutam por realizar as suas grandes e nobres aspirações, que não se deixam extraviar por propostas superficiais e que enfrentam situações difíceis, tantas vezes resultantes da imaturidade de muitos adultos. Quereria dialogar com todos vós, e desejo fazê-lo através da memória histórica do vosso povo.

A minha visita tem lugar num momento em que homens e mulheres de boa vontade estão a celebrar o aniversário de alguns americanos famosos. Apesar da complexidade da história e da realidade da fraqueza humana, estes homens e mulheres foram capazes, com todas as suas diferenças e limitações, de construir um futuro melhor com trabalho duro e sacrifício pessoal – alguns à custa da própria vida. Deram forma a valores fundamentais, que permanecerão para sempre no espírito do povo americano. Um povo com este espírito pode atravessar muitas crises, tensões e conflitos, já que sempre conseguirá encontrar a força para ir avante e fazê-lo com dignidade. Estes homens e mulheres dão-nos uma possibilidade de ver e interpretar a realidade. Ao honrar a sua memória, somos estimulados, mesmo no meio de conflitos, na vida concreta de cada dia, a haurir das nossas mais profundas reservas culturais.

Quereria mencionar quatro destes americanos: Abraham Lincoln, Martin Luther King, Dorothy Day e Thomas Merton.

Este ano completam-se cento e cinquenta anos do assassinato do Presidente Abraham Lincoln, o guardião da liberdade, que trabalhou incansavelmente para que «esta nação, com a protecção de Deus, pudesse ter um renascimento de liberdade». Construir um futuro de liberdade requer amor pelo bem comum e colaboração num espírito de subsidiariedade e solidariedade.

Todos estamos plenamente cientes e também profundamente preocupados com a situação social e política inquietante do mundo actual. O nosso mundo torna-se cada vez mais um lugar de conflitos violentos, ódios e atrocidade brutais, cometidos até mesmo em nome de Deus e da religião. Sabemos que nenhuma religião está imune de formas de engano individual ou de extremismo ideológico. Isto significa que devemos prestar especial atenção a qualquer forma de fundamentalismo, tanto religioso como de qualquer outro género. É necessário um delicado equilíbrio para se combater a violência perpetrada em nome duma religião, duma ideologia ou dum sistema económico, enquanto, ao mesmo tempo, se salvaguarda a liberdade religiosa, a liberdade intelectual e as liberdades individuais. Mas há outra tentação de que devemos acautelar-nos: o reducionismo simplista que só vê bem ou mal, ou, se quiserdes, justos e pecadores. O mundo contemporâneo, com as suas feridas abertas que tocam muitos dos nossos irmãos e irmãs, exige que enfrentemos toda a forma de polarização que o possa dividir entre estes dois campos. Sabemos que, na ânsia de nos libertar do inimigo externo, podemos ser tentados a alimentar o inimigo interno. Imitar o ódio e a violência dos tiranos e dos assassinos é o modo melhor para ocupar o seu lugar. Isto é algo que vós, como povo, rejeitais.

Pelo contrário, a nossa resposta deve ser uma resposta de esperança e cura, de paz e justiça. É-nos pedido para fazermos apelo à coragem e à inteligência, a fim de se resolverem as muitas crises económicas e geopolíticas de hoje. Até mesmo num mundo desenvolvido aparecem demasiado evidentes os efeitos de estruturas e ações injustas. Os nossos esforços devem concentrar-se em restaurar a paz, remediar os erros, manter os compromissos, e assim promover o bem-estar dos indivíduos e dos povos. Devemos avançar juntos, como um só, num renovado espírito de fraternidade e solidariedade, colaborando generosamente para o bem comum.

Os desafios, que hoje enfrentamos, requerem uma renovação deste espírito de colaboração, que produziu tantas coisas boas na história dos Estados Unidos. A complexidade, a gravidade e a urgência destes desafios exigem que ponhamos a render os nossos recursos e talentos e nos decidamos a apoiar-nos mutuamente, respeitando as diferenças e convicções de consciência.

Nesta terra, as várias denominações religiosas deram uma grande ajuda na construção e fortalecimento da sociedade. É importante que hoje, como no passado, a voz da fé continue a ser ouvida, porque é uma voz de fraternidade e de amor que procura fazer surgir o melhor em cada pessoa e em cada sociedade. Esta cooperação é um poderoso recurso na luta por eliminar as novas formas globais de escravidão, nascidas de graves injustiças que só podem ser superadas com novas políticas e novas formas de consenso social.

Penso aqui na história política dos Estados Unidos, onde a democracia está profundamente radicada no espírito do povo americano. Qualquer actividade política deve servir e promover o bem da pessoa humana e estar baseada no respeito pela dignidade de cada um. «Consideramos evidentes, por si mesmas, estas verdades: que todos os homens são criados iguais, que são dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que, entre estes, estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade» (Declaração de Independência, 4 de Julho de 1776). Se a política deve estar verdadeiramente ao serviço da pessoa humana, segue-se que não pode estar submetida à economia e às finanças. É que a política é expressão da nossa insuprível necessidade de vivermos juntos em unidade, para podermos construir unidos o bem comum maior: uma comunidade que sacrifique os interesses particulares para poder partilhar, na justiça e na paz, os seus benefícios, os seus interesses, a sua vida social. Não subestimo as dificuldades que isto implica, mas encorajo-vos neste esforço.

Penso também na marcha que Martin Luther King guiou de Selma a Montgomery, há cinquenta anos, como parte da campanha para conseguir o seu «sonho» de plenos direitos civis e políticos para os afro-americanos. Aquele sonho continua a inspirar-nos. Alegro-me por a América continuar a ser, para muitos, uma terra de «sonhos»: sonhos que levam à acção, à participação, ao compromisso; sonhos que despertam o que há de mais profundo e verdadeiro na vida das pessoas. Nos últimos séculos, milhões de pessoas chegaram a esta terra perseguindo o sonho de construírem um futuro em liberdade. Nós, pessoas deste continente, não temos medo dos estrangeiros, porque outrora muitos de nós éramos estrangeiros. Digo-vos isto como filho de imigrantes, sabendo que também muitos de vós sois descendentes de imigrantes. Tragicamente, os direitos daqueles que estavam aqui, muito antes de nós, nem sempre foram respeitados. Por aqueles povos e as suas nações, desejo, a partir do coração da democracia americana, reafirmar a minha mais alta estima e consideração. Aqueles primeiros contactos foram muitas vezes tumultuosos e violentos, mas é difícil julgar o passado com os critérios do presente. Todavia, quando o estrangeiro no nosso meio nos interpela, não devemos repetir os pecados e os erros do passado. Devemos decidir viver agora o mais nobre e justamente possível e, de igual modo, formar as novas gerações para não virarem as costas ao seu «próximo» e a tudo aquilo que nos rodeia. Construir uma nação pede-nos para reconhecer que devemos constantemente relacionar-nos com os outros, rejeitando uma mentalidade de hostilidade para se adoptar uma subsidiariedade recíproca, num esforço constante de contribuir com o melhor de nós. Tenho confiança que o conseguiremos.

O nosso mundo está a enfrentar uma crise de refugiados de tais proporções que não se via desde os tempos da II Guerra Mundial. Esta realidade coloca-nos diante de grandes desafios e decisões difíceis. Também neste continente, milhares de pessoas sentem-se impelidas a viajar para o Norte à procura de melhores oportunidades. Porventura não é o que queríamos para os nossos filhos? Não devemos deixar-nos assustar pelo seu número, mas antes olhá-los como pessoas, fixando os seus rostos e ouvindo as suas histórias, procurando responder o melhor que pudermos às suas situações. Uma resposta que seja sempre humana, justa e fraterna. Devemos evitar uma tentação hoje comum: descartar quem quer que se demonstre problemático. Lembremo-nos da regra de ouro: «O que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles» (Mt 7, 12).

Esta norma aponta-nos uma direcção clara. Tratemos os outros com a mesma paixão e compaixão com que desejamos ser tratados. Procuremos para os outros as mesmas possibilidades que buscamos para nós mesmos. Ajudemos os outros a crescer, como quereríamos ser ajudados nós mesmos. Em suma, se queremos segurança, demos segurança; se queremos vida, demos vida; se queremos oportunidades, providenciemos oportunidades. A medida que usarmos para os outros será a medida que o tempo usará para connosco. A regra de ouro põe-nos diante também da nossa responsabilidade de proteger e defender a vida humana em todas as fases do seu desenvolvimento.

Esta convicção levou-me, desde o início do meu ministério, a sustentar a vários níveis a abolição global da pena de morte. Estou convencido de que esta seja a melhor via, já que cada vida é sagrada, cada pessoa humana está dotada duma dignidade inalienável, e a sociedade só pode beneficiar da reabilitação daqueles que são condenados por crimes.

Recentemente, os meus irmãos bispos aqui nos Estados Unidos renovaram o seu apelo pela abolição da pena de morte. Não só os apoio, mas encorajo também todos aqueles que estão convencidos de que uma punição justa e necessária nunca deve excluir a dimensão da esperança e o objectivo da reabilitação.

Nestes tempos em que as preocupações sociais são tão importantes, não posso deixar de mencionar a Serva de Deus Dorothy Day, que fundou o Catholic Worker Movement. O seu compromisso social, a sua paixão pela justiça e pela causa dos oprimidos estavam inspirados pelo Evangelho, pela sua fé e o exemplo dos Santos.

Quanto estrada percorrida neste campo em tantas partes do mundo! Quanto se fez nestes primeiros anos do terceiro milénio para fazer sair as pessoas da pobreza extrema! Sei que partilhais a minha convicção de que se tem de fazer ainda muito mais e de que, em tempos de crise e dificuldade económica, não se deve perder o espírito de solidariedade global. Ao mesmo tempo, desejo encorajar-vos a não esquecer todas as pessoas à nossa volta encastradas nas espirais da pobreza. Há necessidade de dar esperança também a elas. A luta contra a pobreza e a fome deve ser travada com constância nas suas múltiplas frentes, especialmente nas suas causas. Sei que hoje, como no passado, muitos americanos estão a trabalhar para enfrentar este problema.

Naturalmente uma grande parte deste esforço situa-se na criação e distribuição de riqueza. A utilização correcta dos recursos naturais, a aplicação apropriada da tecnologia e a capacidade de orientar devidamente o espírito empresarial são elementos essenciais duma economia que procura ser moderna, inclusiva e sustentável. «A actividade empresarial, que é uma nobre vocação orientada para produzir riqueza e melhorar o mundo para todos, pode ser uma maneira muito fecunda de promover a região onde instala os seus empreendimentos, sobretudo se pensa que a criação de postos de trabalho é parte imprescindível do seu serviço ao bem comum» (Enc. Laudato si’, 129). Este bem comum inclui também a terra, tema central da Encíclica que escrevi, recentemente, para «entrar em diálogo com todos acerca da nossa casa comum» (ibid., 3). «Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental, que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós» (ibid., 14).

Na encíclica Laudato si’, exorto a um esforço corajoso e responsável para «mudar de rumo» (ibid., 61) e evitar os efeitos mais sérios da degradação ambiental causada pela actividade humana. Estou convencido de que podemos fazer a diferença e não tenho dúvida alguma de que os Estados Unidos – e este Congresso – têm um papel importante a desempenhar. Agora é o momento de empreender acções corajosas e estratégias tendentes a implementar uma «cultura do cuidado» (ibid., 231) e «uma abordagem integral para combater a pobreza, devolver a dignidade aos excluídos e, simultaneamente, cuidar da natureza» (ibid., 139). Temos a liberdade necessária para limitar e orientar a tecnologia (cf. ibid., 112), para individuar modos inteligentes de «orientar, cultivar e limitar o nosso poder» (ibid., 78) e colocar a tecnologia «ao serviço doutro tipo de progresso, mais saudável, mais humano, mais social, mais integral» (ibid., 112). A este respeito, confio que as instituições americanas de investigação e académicas poderão dar um contributo vital nos próximos anos.

Um século atrás, no início da I Grande Guerra que o Papa Bento XV definiu «massacre inútil», nascia outro americano extraordinário: o monge cisterciense Thomas Merton. Ele continua a ser uma fonte de inspiração espiritual e um guia para muitas pessoas. Na sua autobiografia, deixou escrito: «Vim ao mundo livre por natureza, imagem de Deus; mas eu era prisioneiro da minha própria violência e do meu egoísmo, à imagem do mundo onde nascera. Aquele mundo era o retrato do Inferno, cheio de homens como eu, que amam a Deus e contudo odeiam-No; nascidos para O amar, mas vivem no medo de desejos desesperados e contraditórios». Merton era, acima de tudo, homem de oração, um pensador que desafiou as certezas do seu tempo e abriu novos horizontes para as almas e para a Igreja. Foi também homem de diálogo, um promotor de paz entre povos e religiões.

Nesta perspectiva de diálogo, gostaria de saudar os esforços que se fizeram nos últimos meses para procurar superar as diferenças históricas ligadas a episódios dolorosos do passado. É meu dever construir pontes e ajudar, por todos os modos possíveis, cada homem e cada mulher a fazerem o mesmo. Quando nações que estiveram em desavença retomam o caminho do diálogo – um diálogo que poderá ter sido interrompido pelas mais válidas razões –, abrem-se novas oportunidades para todos. Isto exigiu, e exige, coragem e audácia, o que não significa irresponsabilidade. Um bom líder político é aquele que, tendo em conta os interesses de todos, lê o momento presente com espírito de abertura e sentido prático. Um bom líder político não cessa de optar mais por «iniciar processos do que possuir espaços» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 222-223).

Estar ao serviço do diálogo e da paz significa também estar verdadeiramente determinado a reduzir e, a longo prazo, pôr termo a tantos conflitos armados em todo o mundo. Aqui devemos interrogar-nos: Por que motivo se vendem armas letais àqueles que têm em mente infligir sofrimentos inexprimíveis a indivíduos e sociedade? Infelizmente a resposta, como todos sabemos, é apenas esta: por dinheiro; dinheiro que está impregnado de sangue, e muitas vezes sangue inocente. Perante este silêncio vergonhoso e culpável, é nosso dever enfrentar o problema e deter o comércio de armas.

Três filhos e uma filha desta terra, quatro indivíduos e quatro sonhos: Lincoln, a liberdade; Martin Luther King, a liberdade na pluralidade e não-exclusão; Dorothy Day, a justiça social e os direitos das pessoas; e Thomas Merton, capacidade de diálogo e abertura a Deus.

Quatro representantes do povo americano.

Concluirei a minha visita ao vosso país em Filadélfia, onde participarei no Encontro Mundial das Famílias. É meu desejo que, durante toda a minha visita, a família seja um tema recorrente. Como foi essencial a família na construção deste país! E como merece ainda o nosso apoio e encorajamento! E todavia não posso esconder a minha preocupação pela família, que está ameaçada, talvez como nunca antes, de dentro e de fora. As relações fundamentais foram postas em discussão, bem como o próprio fundamento do matrimônio e da família. Posso apenas repropor a importância e sobretudo a riqueza e a beleza da vida familiar.

Em particular quereria chamar a atenção para os membros da família que são os mais vulneráveis: os jovens. Para muitos deles anuncia-se um futuro cheio de tantas possibilidades, mas muitos outros parecem desorientados e sem uma meta, encastrados num labirinto sem esperança, marcado por violências, abusos e desespero. Os seus problemas são os nossos problemas. Não podemos evitá-los.

É necessário enfrentá-los juntos, falar deles e procurar soluções eficazes em vez de ficar empantanados nas discussões. Correndo o risco de simplificar, poderemos dizer que vivemos numa cultura que impele os jovens a não formarem uma família, porque lhes faltam possibilidades para o futuro. Mas esta mesma cultura apresenta a outros tantas opções que também eles são dissuadidos de formar uma família.

Uma nação pode ser considerada grande, quando defende a liberdade, como fez Lincoln; quando promove uma cultura que permita às pessoas «sonhar» com plenos direitos para todos os seus irmãos e irmãs, como procurou fazer Martin Luther King; quando luta pela justiça e pela causa dos oprimidos, como fez Dorothy Day com o seu trabalho incansável, fruto duma fé que se torna diálogo e semeia paz no estilo contemplativo de Thomas Merton.

Nestas notas, procurei apresentar algumas das riquezas do vosso património cultural, do espírito do povo americano. Faço votos de que este espírito continue a desenvolver-se e a crescer de tal modo que o maior número possível de jovens possa herdar e habitar numa terra que inspirou tantas pessoas a sonhar.

Deus abençoe a América!

 

sábado, 8 de agosto de 2015

Noites culturais ---------------------- Mariápolis Ginetta: Conferência com D. Antônio Duarte sobre a Ideologi...

Noites culturais ---------------------- Mariápolis Ginetta: Conferência com D. Antônio Duarte sobre a Ideologi...: No dia 6 de agosto de 2015 a noite cultural contou com a presença do bispo auxiliar do Rio de Janeiro, D. Antônio Duarte, que apresentou a I...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Bom dia !!

Se procurarmos penetrar no âmago da verdade, encontraremos o Criador da verdade. Encontraremos quem é Verdade. Aquela que sacia nosso saber e responde nossos questionamentos.
Se procurarmos penetrar no mais íntimo da justiça, descobriremos o Criador da justiça. Descobriremos quem é A Justiça. Veremos o quanto somos limitados e condicionados em nossos julgamentos, quando desprovidos da Sabedoria. A verdadeira Justiça contém em si a misericórdia.
Se procurarmos penetrar na essência da beleza, conheceremos o Criador da beleza. Conheceremos quem é A Beleza. Ela que é a regente da natureza. Precisamos olhar as coisas com os olhos de Deus para descobrir a sua essência.
Se procurarmos penetrar no amor, veremos o nosso Criador, aquele que é o Amor. Seremos seus semelhantes por um desejo seu.
Se procurarmos penetrar na Palavra, seremos Verdade, Justiça, Beleza e Amor, pois ela vem de Deus .

Parahoje, dia 30 de Julho 2012:

"PROCURAR PENETRAR NA PALAVRA DE DEUS "

Abraços,
Apolonio

quinta-feira, 5 de julho de 2012


Bom Dia !!

Viver a Palavra não é apenas uma decisão.
Exige um esforço de nossa parte, pois é um confronto constante com a nossa vontade pessoal.
Exige empenho e determinação, e isto só conseguimos se acreditamos que é a melhor coisa para nós.
A do mês de Julho, onde nos indica que devemos ter não coisas materiais, mas justamente a vida da Palavra, é um exemplo de que nosso empenho é necessário.
A vida da Palavra é dinâmica, pois Deus não a impõe a força. Ela exige adesão. Ela nos dá a liberdade de escolha, Porém, fora dela não existe felicidade plena.
É verdade que existem outras religiões, filosofias válidas, pensadores sem referência religiosa que ajudam a humanidade.
São as chamadas Sementes do Verbo, pois Deus não deixa ninguém no escuro.
Para hoje, dia 05 de Julho 2012:

" EMPENHAR-SE EM VIVER A PALAVRA DE VIDA "
Abraços,
Apolonio

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Bom Dia !!

Uma das expressões mais sublimes do amor é o perdão.
De fato, a palavra misericórdia significa agir com o coração.
Tenho certeza que essa é a medida que queremos para nós mesmos, isto é, alcançar misericórdia por parte das pessoas e sobretudo por parte de Deus.
Se queremos isso para nós, porque é tão difícil dá-lo aos outros?
Lembremos da regra de ouro: "Fazer aos outros o que gostaríamos que fosse feito a nós."
E todos nós queremos misericórdia.
Portanto, vivamos esse dia sendo expressão do amor para com todos.
A correção e ajustiça são eficazes se vem junto com o perdão.

Para hoje, dia 02 de Julho 2012:

" TER UM AMOR MISERICORDIOSO "

Abraços,

Apolonio

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Bom dia !!

Mudar de opinião não é falta de personalidade.
É coragem de admitir erros e recomeçar.
É coragem de reconhecer a razão do outro e pedir perdão.
É coragem de ser humilde o suficiente, para descobrir o dom que cada pessoa é para mim.
Enfim, é ter coragem de mudar para melhor.
Mudar sobretudo a mentalidade. Ou não deixar-se absorver pela mentalidade do mundo.
Não deixar-se corromper nas pequenas coisas.
Não afastar-se da verdade por mais que seja árduo defendê-la.
Deixar-se transformar pelo amor, que tem a mentalidade de Deus.
para hoje, dia 06 de Junho 2012:

" A PALAVRA VIVIDA MUDA A NOSSA MENTALIDADE "

Abraços,
Apolonio

terça-feira, 5 de junho de 2012

Bom dia !!

A Palavra de Vida deste mês nos convida a não pensar apenas no alimento material, mas sobretudo no alimento que nos dá garantia de vida eterna.
A própria Palavra, quando vivida, torna-se alimento. Ela supre todas as nossas necessidades, pois a fé não nos deixa de braços cruzados. E a quem trabalha sabendo que Deus ajuda, nunca falta o necessário. Recebe até mesmo o cêntuplo.
Portanto, não por interesse na Providência de Deus, mas com sinceridade, vivamos A Palavra com decisão e perseverança.
Para hoje, dia 05 de Junho 2012:

" VIVAMOS A PALAVRA DE VIDA COM TENACIDADE "
Abraços,
Apolonio

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Bom Dia !!

Viver a Palavra, gera Jesus em nós.
Jesus nos leva a procurar o outro e estabelecer relacionamentos baseados no amor verdadeiro, aquele que ele trouxe sobre a terra.
Isto faz com que estejamos sempre engajados uns com os outros. Empenhados no amor recíproco.
Aí nasce a Comunidade. Esta é a organização que Jesus criou: A Comunidade, que é Igreja.
Porém, leva-nos também a gerar o sentido comunitário onde quer que estejamos. No trabalho, na família, no bairro, em qualquer lugar.
Para hoje, dia 31 de Maio 2012:

" CRIAR A COMUNIDADE COM A VIDA DA PALAVRA "

Abraços,
Apolonio

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Bom Dia !!

Às situações que vivemos durante o dia podemos dar várias interpretações.
Por exemplo: acaso, dificuldade, barreira, tédio, solidão, aborrecimento, ocupação, trabalho, descanso, doença, acidente, encontro, reunião, estudo, etc.
Ou podemos simplesmente dizer que temos ocasiões para amar.
Cada circunstância é uma oportunidade para colocarmos  em prática o amor ao próximo. Mesmo quando estamos sozinhos, podemos rezar ou desejar o bem. Isso também é amor. E quem ama vive em paz.
Amar sempre ! 
Esta é a maior motivação para se viver.
Para hoje, dia 30 de Maio 2012:

" ACOLHER AS OCASIÕES PARA AMAR "

Abraços,
Apolonio

sexta-feira, 18 de maio de 2012


Bom Dia !

Cada um de nós tem o desejo de ser original. De não ser a cópia de outra pessoa.
Porém, estamos a todo momento o imitando o que nos dizem, sobretudo os meios de comunicação, alguns pensadores ou artistas.
Um jovem quer ser ele mesmo e termina sendo apenas a cópia de seus amigos, que são cópias de seus ídolos, sejam eles fictícios ou artistas famosos.
A nossa vida se torna conforme às nossas convicções ou supostas convicções.

Na Palavra de Deus, temos a possibilidade de voltar a ser realmente originais. De voltar aos primórdios da criação e ao protótipo do verdadeiro ser humano, imagem de seu criador.
Se quisermos originalidade devemos conformar a nossa vida àquela de Jesus, ele que é o Verbo.
Para hoje, dia 18 de Maio 2012:

" CONFORMAR A NOSSA VIDA À PALAVRA DE DEUS "
Abraços.
Apolonio

quinta-feira, 17 de maio de 2012


Bom Dia !!

Escutar ou ler A Palavra de Deus com o sincero intuito de vivê-la, faz com que ela penetre em nosso ser.
No momento oportuno ela aflora e ilumina a nossa ação de acordo com a circunstância.
O forte desejo de vivê-la já é a sua encarnação em nossa vida, ela começa a fazer parte de nós, mesmo que ainda não a tenhamos experimentado concretamente. Porém, mais cedo ou mais tarde acontecerá algum fato que fará com que aquela palavra adequada para a situação venha à tona na memória.
Tenhamos a atitude de Maria diante da Palavra, pois dela se diz: "Maria guardava todas estas coisas, meditando-as em seu coração." (Lc 2,19)
Para hoje, dia 17 de Maio 2012:

" POSSUIR A PALAVRA DE DEUS EM NÓS "
Abraços,
Apolonio

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Bom Dia !!

Nada é mais consistente do que a Verdade.
Ela prevalece sobre todas as outras coisas.
Por mais que seja negada, por mais que seja deturpada, ela se faz presente em nossa vida.
Ela tranquiliza o coração do justo e aterroriza o coração do errante.
A Palavra de Deus pode até não ser aceita, mas ninguém a pode negar.
Se quisermos estar sempre na Verdade, estejamos sempre com A Palavra.
Através dela Jesus se revela e desvenda para nós os mistérios da Trindade.
Para hoje, dia 16 de Maio 2012:

" A PALAVRA DE DEUS É VERDADE "
Abraços,
Apolonio