Jesus como Educador

FAÇA UMA MUDANÇA VISÍVEL

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Carta de uma professora de Nilópolis – RJ (Professora Fátima Amaral)

                          Caros amigos,

   Gostaria de partilhar com vocês uma experiência vivida, concluída e com frutos.

Embora distante das reuniões não me sinto afastada, e com um pouco mais de dificuldade(claro sem a comunidade..rs..) dou meus passos.

   Diga-se de passagem, que foi uma experiência feita em família e este é o meu ponto de vista desta experiência, claro que cada um de nós, da família tem os nossos passos, e embora o fruto seja o mesmo, a experiência diante de si mesmo e de Deus é particular, por isso conto a minha.

   Meu irmão estava desempregado já por algum tempo, conseguindo empregos temporários que desestruturavam seu emocional e de toda à família. Por um longo período via aquela felicidade em seu rosto depois de três meses aquele problema...

    Tivemos a idéia, de investir em sua formação já que a área que ele tinha escolhido está quase extinta, ou é uma função acumulada por uma pessoa em uma empresa. Então ele foi fazer faculdade de Matemática, com que dinheiro? Não sei. Mas, até antes dele conseguir pagar a sua faculdade mamãe fez as experiências dela.

   Mas pense um rapaz jovem já tinha trabalhado em uma multinacional, por que não conseguia emprego?

   Comecei a perceber que Jesus queria também a minha preocupação concreta, todo mundo já tinha se habilitado a conseguir emprego para ele, eu sempre sofri com ele mas arregaçar as mangas e ir a luta ainda não.Percebi que muitas vezes cobrava dele como se ele não fosse competente,porém o AMO de uma maneira inexplicável, mas não é por que moramos com a mamãe, somos irmãos que o amor é óbvio.Amor é feito de atos e ações, foi assim que Chiara iluminou para mim as palavras de Jesus.

   Então continuamos naquela situação de desemprego, porém com uma esperança: ele vai se formar, vai ter uma profissão. Só que já estava ficando muito apertado para pagar a faculdade. E eu rezava...rs...

   No meio do ano passado ouve um problema com o trabalho de férias de uma aluna minha e a mãe me ligou, com aquela história de “ Ama teu próximo como a ti mesmo” me comprometi em levar o trabalho na casa da aluna, pois era uma aluna com muita dificuldade.Quem trabalha em escola sabe que este tipo de visitas aos pais não é muito bem visto pelo estabelecimento de ensino, porém por Jesus...Fui...

   Esta menina era já no meio do ano, uma candidata à reprovação, pois não sabia ler. Então vendo o desespero daquela mãe e a afinidade da menina comigo me propus ir às férias ajudá-la, sem receber nada fui bem clara com a mãe.

Para que se possam entender melhor, somos duas professoras nesta série, e a menina tinha mais afinidade comigo. Como a Educação no Brasil, tem que ver com o emocional investi nisso.

Sei que após o término das ferias a menina estava lendo. Graças a ela.

   Num desses dias de aula particular a mãe da menina me contara que seu marido trabalha em um estaleiro no setor de seleção de funcionários... Mas eu, professora da menina, pedir um emprego para o meu irmão?Se isso vazar fico sem emprego também.

Também é muito difícil assumir a condição de quem precisa, é melhor dar... Também podia ficar devendo um favor a essa mãe, onde se pudesse vir em pauta à aprovação ou reprovação da menina, que não cabia a mim.

Neste dia fui para casa e refleti muito. E me veio em evidência:

“Entrega o teu caminho ao Senhor confie Nele e o mais Ele o fará”. Esqueci que era meu irmão e lembrei de Jesus, resgatar a alta estima, dar dignidade a Jesus que estava ali naquela criatura. Contei a história do meu irmão para a mãe da menina e ela pediu ao marido o emprego.

Porém podia ser um emprego daqueles temporários, que o marido arruma para agradar a mulher. Mesmo assim cheguei feliz em casa e senti que não ouve o eco que eu esperava.... Ufa, frustrante, com dificuldade compreendi que cada um reage de uma forma, fiz a minha parte. Levou algum tempo para ele ser chamado para entrevista... Acreditar.... Mas como é difícil... Lembro que estava no msn com minha irmã e juntas pedimos um milagre para Ginetta.

Ah, uma ressalva, bem antes de esta experiência acontecer mamãe comprou o livro de Ginetta ( que eu não li, ainda) e ele leu todo em poucos dias, ficou fascinado com sua garra e seu amor por Chira e Jesus Abandonado. Então com mamãe e ele fizemos um “concencerim”

( agora que me dei conta que não sei escrever esta palavra ,mas vocês entendem?) e pedimos o emprego.

Mas Jesus testou a minha confiança até o fim. Ele teve problemas na hora de abrir a conta, quase não consegue ficar por causa disso. E mamãe e ele já estavam achando que era uma justificativa do homem para não arrumar o emprego... Neste momento fiz um pacotinho, como aprendi, e mandei pra Jesus, e disse para o meu irmão que ele não precisava ir mais. Confiar... Eu pedi pra Deus... E um milagre para Ginetta. Mesmo assim ele continuou tentando até que conseguiu resolver, e ufa.. lhufas... Começou a trabalhar...Três meses de felicidade...mas...Ele tinha sido avisado que poderia ser ou não efetivado.

Mas uma vez....CONFIAR...Nossa, essa é a saga da confiança!

Depois dos três meses ficamos sabendo do verdadeiro milagre,quando ele foi contratado o rapaz fez a ficha dele como efetivo, então ele desde que entrou já era funcionário do Estaleiro, sem risco daquele emprego temporário.

     Quanto à menina, procurei ser o mais clara possível com a mãe, que se a menina não tivesse condições ela não passaria de ano. E depois das férias de julho, pensando também em ser verdadeira, com a instituição em que trabalho, fui conversar com minha supervisora e contei tudo para ela e disse que a menina estava lendo e ela disse que não via problema algum naquela minha atitude, só que eu não tirei férias... rs...rs...

    Pra mim desta experiência ficou o quanto eu devo treinar esse confiar em Deus, e que quantas vezes nós interrompemos os planos de Deus na vida dos outros, quando não fazemos bem a nossa parte. Deus tece essa a teia de amor e a gente ainda têm coragem de não acreditar, é mole?

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Conclusão do 3º Módulo do Curso "A FRATERNIDADE COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA"

Mais uma etapa do Dado do Amor vencida.
Foram 50 (cinquenta) participantes com diversas experiências e histórias sobre o mais sincero e profundo Amor.
Pudemos celebrar a vida e nos conhecer de uma maneira muito especial.
A cada encontro o grupo crescia e forjava-se na fraternidade, fazendo experiências nas escolas e além dos muros escolares.
Estamos rumando para o IV Módulo com o objetivo de construir uma Escola e uma Cidade mais Fraterna.


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