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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

PROJETO "ESCOLA FRATERNA" - O DADO DO AMOR

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”
Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos


“A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios da liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”
Artigo 2º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional


PROJETO
“ESCOLA FRATERNA”
Coordenador:
Mauro Antonio da Silva Alegre
Advogado e Educador
http://www.dadodoamor.blogspot.com/

JUSTIFICATIVA

Como afirma Ivan Capelatto (1): “pavio curto é o que não falta por aí. (...) Que a vida é dura, não há dúvidas. Mas se esta fosse a razão de todas as patadas e bate-bocas, a primeira classe dos aviões seria um templo de harmonia, as mansões seriam habitadas por anjos (...). Sem empacar no estoicismo ou no jargão mea-culpa – ‘todos somos responsáveis’ etc. -, pode-se pensar objetivamente em como não virar uma pilha de nervos nesse mar de fios desencapados. E como não transformar os filhos em explosivos a serem detonados no futuro.”
Mas que bagunça é essa?!
“Poderia perceber, antes de tudo, que a farra da galera não é uma afronta ao professor, não é nada pessoal. Claro, capatazes e torturadores vestidos de mestres sempre serão odiados e desprezados pelos alunos, mas não é o caso dos profissionais normais a maioria. Estes não precisam se sentir ofendidos quando a classe inquieta demonstra que precisa de ajuda. Podem simplesmente aceitar este pedido e se dispor a compreender o que está na fonte da barulheira. Porque a falação da molecada é só uma expressão de algo, algo muito mais importante do que o programa de aula naquele momento; é o sintoma da angústia que crianças e adolescentes vivem, agravada pela impossibilidade de falar sobre ela em casa e na escola.” (Ivan Capelatto)


PROBLEMATIZAÇÃO

· Como combater a violência estabelecida entre as pessoas, na escola, reflexo da violência urbana?
· Como manter uma convivência mais fraterna entre as pessoas da comunidade escolar?
· Que estratégias utilizar para vivenciar os valores universais no âmbito escolar?
· Como melhorar a auto-estima de alunos e professores que reflitam na produção do conhecimento numa visão do homem planetário que prioriza a Vida?
· Quais os meios de formar a concepção de uma educação para paz, respeitando dos direitos humanos, diante da violência que permeia o meio ambiente, os seres humanos, a sociedade trazendo sérias conseqüências e descrédito para dias melhores?
· Como elaborar um planejamento articulado com as demais disciplinas, com adesão dos professores, onde estejam embutidos fundamentos da cultura de paz na prática pedagógica com realce ao conteúdo programático?


OBJETIVO GERAL
Resgatar as relações humanas no exercício dos valores de solidariedade, respeito, cidadania e fraternidade, através de atividades lúdicas e interdisciplinares.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS E POTENCIAL DE IMPACTO

· Capacitar os agentes envolvidos no Ensino Fundamental para a vivência da Arte de Amar, no exercício cotidiano da fraternidade como prática pedagógica;
· Melhorar os relacionamentos em sala de aula entre os alunos e também com o professor;
· Tornar o ambiente escolar mais prazeroso através de uma cultura de paz;
· Incentivar a comunidade escolar à prática dos valores humanos;
· Conhecer e desenvolver os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Estatuto da Criança e do Adolescente;
· Crescer o rendimento escolar dos alunos;
· Valorizar o trabalho do professor em sua sala de aula;
· Fomentar a motivação da prática do bem na formação de verdadeiros cidadãos críticos e solidários;
· Valorizar a diversidade das idéias dos professores e alunos como uma riqueza na coletividade escolar;
· Planejar coletivamente a vivência do Projeto, articulando as dificuldades e sugerindo novas idéias;
· Socializar as experiências vivenciadas pelos(as) professores(as), alunos(as), funcionários(as) e pela direção;
· Avaliar periodicamente o desenvolvimento do Projeto;
· Registrar a vivência dos participantes do Projeto;


METODOLOGIA

Diante do quadro de violência detectado nas escolas, como um reflexo da sociedade de modo geral, que trás sérias conseqüências para o relacionamento humano e no contexto escolar dificulta o trabalho pedagógico, a Pedagogia da Unidade (Lubich, Chiara 2000)* já consolidada no âmbito escolar quer dar sua contribuição. Em várias partes do mundo, a experiência do Dado do Amor já apresentou resultados significativos no combate à violência nos vários aspectos: psicológico, físico, moral, entre outros.

O Dado do Amor é fundamentado na Arte de Amar, em que se exercitam os valores de solidariedade, respeito, cidadania e fraternidade, resgatando o relacionamento humano, na formação de homens planetários, construtores de uma cultura de paz.

A RECIPROCIDADE FAZ A DIFERENÇA (artigo de Antonio Maria Baggio (2), publicado na íntegra pela Revista Cidade Nova, edição de dezembro de 2007, pg. 19): ”Os seres humanos são caracterizados por uma forte tendência à cooperação. Um sintoma da generalização cultural dessa tendência natural é o fato de a conhecida “Regra de Ouro” (“Fazer ao outro aquilo que gostaria que ele lhe fizesse”) aparecer nos códigos normativos mais antigos em doutrina de todas as grandes religiões. O que a “Regra de Ouro” descreve em termos morais é o que os cientistas sociais chamam de a “norma da reciprocidade”, que constitui o cimento da sociedade e o vínculo do agir social mesmo antes das leis, dos contratos ou de um exército”.
Como colocar em prática na sala de aula, a reciprocidade? Uma reciprocidade que seja alicerçada não numa troca de favores, mas, num amor concreto que não espera no outro?

"(...) como professor (...) preciso estar aberto ao gosto de querer bem aos educandos e à própria prática educativa de que participo. Esta abertura de querer bem não significa, na verdade que, porque professor, me obrigo a querer bem todos meus alunos de maneira igual. Significa, de fato, que a afetividade não me assusta que tenho de automaticamente selar o meu compromisso com os educandos, numa prática especifica do ser humano. Na verdade, preciso descartar como falsa a separação radical entre "seriedade docente" e "afetividade". Não é certo, sobretudo do ponto de vista democrático, que serei tão melhor professor quanto mais severo, mais frio, mais distante e "cinzento", no trato dos objetos cogniscíveis que devo ensinar." (Freire (3), 1996, p. 159)

A arte de amar
O ser humano é um ser em relação. Com a Revolução Francesa, os princípios da liberdade e igualdade foram bastante desenvolvidos, porém a fraternidade ficou em segundo plano, e o individualismo crescente fez com que a dimensão das relações humanas ficassem atrofiadas. Se queremos promover a paz temos que recuperar a dimensão da fraternidade alimentada pelas relações interpessoais. Tornaram-se bastante conhecidos os 4 pilares da educação, enunciados por Jacques Delors (4): aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. Sobre os dois primeiros existem várias tentativas com sucesso. Mas e os outros dois? É justamente na tentativa de aprender a ser e aprender a conviver, que a Arte de amar pode nos apresentar pistas muito eficazes.O amor está impresso no DNA de cada ser humano. O amor tem origem em Deus.O ser humano criado por um ser pessoal que é amor, tem em si a necessidade de amar e ser amado e encontra a sua realização em “ser para”, viver em função de... O ser pessoa se manifesta nesta dimensão. O amor verdadeiro não é um mero sentimentalismo, mas algo que se exprime em gestos concretos, prescindindo do fato de a outra pessoa ser classificada pelas suas qualidades ou defeitos, idéias ou crenças. É um amor que faz desmoronar estes critérios, expressão de uma mentalidade velha, ou seja, dominada pela lógica do egoísmo, que vê o outro não como um irmão em humanidade, mas como um inimigo, ou apenas um estranho.

As características da capacidade de Amar são: 1- O amor verdadeiro ama a todos, não faz distinção de pessoas, é um amor universal sem barreiras, discriminações ou exclusões. Para este amor não existe o simpático e o antipático, o bonito e o feio, o grande e o pequeno, aquele que é da minha terra ou estrangeiro. Todos são dignos deste amor. 2- O verdadeiro amor tem uma outra qualidade: Toma a iniciativa, que significa não esperar ser amado para amar, não esperar um sorriso ou um sinal de consentimento, mas dar o primeiro passo, ir ao encontro do outro. Este modo de amar, nos expõe em primeira pessoa, é uma atitude arriscada porque não sabemos qual será a reação do outro. Mas se queremos desenvolver a capacidade de amar que Deus colocou no nosso coração, temos que fazer como ele que inventou mil maneiras para nos amar. 3- Vê alguém especial em cada um, que significa reconhecer o semblante sobrenatural, a presença de Deus em cada pessoa, valorizando somente o positivo.4- Ama o inimigo – Este amor derruba as barreiras e cria pontes construindo a paz. Com esta atitude de quem paga o mal com o bem, cria-se uma corrente de amor que nem o mal pode romper. Não basta a ausência de guerra para que exista a paz. É preciso amar mesmo se isto nos custa. A paz pede a superação da categoria do inimigo, de qualquer inimigo. Ela supõe a vivência da Regra de Ouro presente em todas as religiões: “Faça ao outro aquilo que gostaria que fosse feito a você e não faça ao outro aquilo que não gostaria que fosse feito a você”.5- Sabe fazer-se um com os outros. Se alguém sofre, sofre com ele, se alguém se alegra, sabe alegrar-se com ele. Carregar os seus pesos. Este não é um amor platônico, sentimental. É preciso viver o que o outro vive, entender realmente os seus problemas, as suas exigências entrar na sua pele, solidarizando-se com ele. Debruçar-se sobre o irmão. Não se trata de uma atitude externa, só de aparência, mas de relacionamentos que exigem envolvimento sincero e profundo. 6- O amor recíproco é o resultado deste amor, o amor que retorna, retribuindo o amor recebido. É quando o outro responde com o amor ao nosso amor, desta maneira criam-se relacionamentos de confiança, transparentes, verdadeiros, duradouros, porque de ambas as partes existe o mesmo esforço. Para atuar a Arte de Amar na Escola, o dado é um instrumento pedagógico valioso. A experiência tem demonstrado que a sua prática se constitui numa verdadeira Pedagogia, pois os seus desdobramentos produzem novas relações sociais, aprendizagem mais eficiente, envolvimento da família, solidariedade. A partir da socialização das experiências, cria-se o coletivo na sala de aula, pois os alunos entre si e com o professor, passam a se conhecer mais profundamente. O aluno deixa de ser objeto da aprendizagem e passa a agir em primeira pessoa. Através desta prática que tem uma dimensão lúdica, porque envolve o desafio, estimula a cooperação, aumenta-se a auto-estima individual e coletiva e isto estimula a aprendizagem. A educação para a Paz e a liberdade passa pela educação da vontade. É importante para deslocar o eu auto-centrado em direção ao outro, criando os fundamentos da reciprocidade. A Arte de amar é um treinamento contínuo para colocar o outro em primeiro lugar, libertando-nos do egoísmo e tornando-nos capazes de viver a fraternidade universal. (Baseado na “Arte de Amar” de Chiara Lubich (5))

ESTRATÉGIAS
Capacitação com todos os agentes e operadores em Educação Escolar do Ensino Fundamental de 30 horas, distribuídas em 3 horas aula/dia, concluindo-se após 10 dias consecutivos ou semanais, sendo necessário para validação do curso 75% de presença.

PROGRAMA
O relacionamento dentro e fora da Unidade Escolar;
Regras de comunicação;
Chiara Lubich: Vida e Obra;
Educação para a Fraternidade.
O paradigma da Unidade.
Registro das experiências vivenciadas pelos alunos e professores, no cotidiano escolar (exercícios sobre a Arte de Amar).
Socialização das experiências vivenciadas em sala de aula (depoimentos dos alunos sobre suas descobertas e atitudes constatadas no exercício da Arte de Amar e as estratégias utilizadas pelos professores).
Educação para a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Educação, cultura e escola; projetos.
Exposição dos resultados e produções.

RESULTADOS
O projeto “Escola Fraterna” foi apresentado à Secretaria de Educação e Cultura do município de Cotia em julho de 2007.
A idéia foi adotada pelo Secretário da Educação, Cultura e Turismo do município de Cotia, Professor Marcos Roberto Bueno Martinez, que solicitou ao Departamento Pedagógico um curso para capacitação com professores, coordenadores e diretores de toda a rede municipal sob o nome “A FRATERNIDADE COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA”.
Iniciou-se o primeiro curso em agosto de 2007 no período noturno concluindo-se em outubro.
Posteriormente, mais dois cursos, um a tarde e outro a noite, este a pedido das diretoras que gostariam de participar, que foram concluídos em novembro de 2007.
Mais dois módulos foram concluídos no segundo semestre de 2007 e primeiro semestre de 2008, prevendo-se um quarto módulo para o segundo semestre de 2008.
Como premissa abordou-se o contexto atual sobre a violência em todo o meio social, especialmente nas escolas, seguido de um breve debate sobre como combatê-la.
Após um breve conceito histórico sobre a fraternidade, a Revolução Francesa e a educação, houve um debate sobre como manter uma convivência fraterna entre os alunos e a comunidade escolar.
Concluiu-se o fórum com uma breve apresentação da história de Chiara Lubich, presidente do Movimento dos Focolares.
Posteriormente, o tema da fraternidade foi focado através da Revista Cidade Nova pertencente à Editora de mesmo nome e que se dedica a Fraternidade universal a mais de 50 anos.
Consultamos a revista Cidade Nova, fazendo diversos trabalhos, seguido por um fórum de debates sobre seus artigos abordando o tema da educação e a fraternidade.
Todas as aulas são sempre permeadas de um grande rol de experiências e fatos vividos nas escolas com a prática do Dado do Amor e a Arte de Amar.
Foram aprendidas músicas sobre o tema da arte de amar.
Por iniciativa própria a escola do Jardim Monte Verde em Caucaia do Alto, no mês de julho de 2007, fez um intercâmbio com o Projeto do Jardim Margarida do Município de Vargem Grande Paulista, onde o Dado do Amor já foi implantado.
A comunhão de experiências foi intensa, podendo todos expressar tanto as dificuldades como as conquistas.

Diante disso, foi proposta a necessidade de que, parafraseando Romano Prodi, ex - primeiro ministro italiano:

“É necessário ousar, ousar a paz.”

Educação e Fraternidade são palavras de ordens distintas, porém, ligadas intimamente, posto que o amor não pode se dissociado da arte de educar.
Muitos escritores e educadores colocam o amor como necessidade para educar e aplicar metodologias pedagógicas.
A partir da regra de ouro “FAZER AO OUTRO AQUILO QUE GOSTARIA QUE FOSSE FEITO A VOCÊ”, um grupo de professores que concluiu o primeiro curso levou o tema da FRATERNIDADE como fundamento cultural.
Assim, a Escola Municipal “Francisca Manoel de Oliveira” na Feira Cultural de 2007, fez com que o tema da FRATERNIDADE literalmente forrasse toda a escola por meio de varais contendo cartazes com desenhos e experiências das crianças. Aplicaram os temas de todas as capacitações que fizeram na Secretaria da Educação durante o ano, dando ênfase a prática do dado do amor e a Fraternidade em todas as séries e períodos.
Concluíram a feira cultural com uma grande apresentação musical, onde toda a escola cantou com os alunos as músicas da Arte de Amar encerrando com um grande círculo em volta dos pais até fechar num grande abraço a todos.
Em diversas escolas tem sido implantada a proposta, indo além dos muros escolares, com a participação dos pais e da comunidade.
Significativa foi a experiência desenvolvida pela Escola Municipal “Elydia Scopel Cremonezzi”, desenvolvendo projeto próprio sobre o tema, onde no dia das mães elaborou com as crianças diversos dadinhos presenteando as mães, levando para além do muro das escolas a cultura da fraternidade.
Participou dos cursos um total de 202 professores da rede municipal, atingindo um universo de aproximadamente 8.000 alunos. Espera-se a adesão de todas as escolas da rede municipal traduzindo em vida a Fraternidade expressa na Declaração Universal dos Direitos Humanos e a solidariedade humana contida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Fontes e referências:

Revista Cidade Nova – Editora Cidade Nova.
Vídeos de Fábulas, Centro Vita, centrovita@terra.com.br
“A inaceitável ausência do pai”, Cláudio Risé, Editora Cidade Nova
“Testemunhas da Esperança”, François X. N. Van Thuan, Editora Cidade Nova
“Em busca do sentido da vida”, Olivier Clémente, Editora Cidade Nova
Estatuto da Criança e do Adolescente.
“Pais Brilhantes - Professores Fascinantes”, Augusto Cury - Editora Sextante.
“Chiara Lubich, Ideal e Luz” – Editora Cidade Nova.
(1)Ivan Roberto Capelatto - psicólogo clínico e psicoterapeuta de crianças,
adolescentes e famílias. Fundador do Grupo de Estudos e Pesquisas em
Autismo e Outras Psicoses Infantis (GEPAPI), e supervisor do Grupo de
Estudos e Pesquisas em Psicopatologias da família na infância e adolescência
(GEIC) de Cuiabá e Londrina. Professor convidado do The Milton
H. Erickson Foundation Inc. (Phoenix, Arizona, USA) e professor do curso
de pós-graduação da Faculdade de Medicina da PUC – PR. Autor da
obra “Diálogos sobre a Afetividade – o nosso lugar de Cuidar”.
(2) Antonio Maria Bagio – Escritor, organizador da obra “Reflexões para a vida pública” – A cultura da Fraternidade e a Política – Editora Cidade Nova.
(3) Paulo Freire – Advogado, Educador e Professor – autor de diversas obras.
(4)Jacques Deloirs –“Tesouro a descobrir” (1996), em que se exploram os Quatro Pilares da Educação
(5) Chiara Lubich, Professora – Fundadora do Movimento dos Focolares.

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