Jesus como Educador

FAÇA UMA MUDANÇA VISÍVEL

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Reconstruir um país a partir da educação

Este é um e-mail de (Cityfest) enviado por Escola Fraterna (escolafraterna@gmail.com). Talvez você ache este link interessante: http://www.glocalcity.org/index.php/pt/noticias/40-news-home/101-ricostruire-un-paese-partendo-dalleducazione

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ECONOMIA DE COMUNHÃO

video

video

sábado, 31 de outubro de 2009

ATIVIDADES DO DADO DO AMOR EM SÃO ROQUE - SP



O Movimento Juvenil pela Unidade foi criado por Chiara Lubich para responder aos anseios da ONU diante dos diversos pontos de conflitos mundiais presentes nas guerras entre países, entre grupos de etnias diferentes, entre povos de culturas e religiões diferentes, também entre grupos de diferentes ideologias. Desde os primórdios do Movimento dos Focolares, Chiara Lubich percebeu que o Evangelho é para ser colocado em prática no dia a dia, deve ser vivenciado no relacionamento entre as pessoas e começa a ser a primeira a dar o exemplo. Da sua vida cristã brota um suco de Vida que vai nutrir outras vidas. Suas primeiras companheiras entendem que Deus a escolheu para abrir uma nova estrada à humanidade. Depois, também os homens querem participar dessa Vida e surge o grupo masculino. A partir da década dos anos 50, muitos adolescentes também querem viver o Ideal de Chiara e nos anos 60 nasce o Movimento Gen que aos poucos começa a delinear seu corpo, desde os recém nascidos até os adultos. Para realizar os Encontros nas suas realidades de faixas etárias, Chiara sugeriu que os adultos que já tivessem concluído seus estudos e já tivessem suas definições profissionais seria a primeira geração do Movimento dos Focolares (GEN 1); os que tivessem mais de dezessete anos de idade até se tornarem adultos, seria a segunda geração (GEN 2); entre nove e dezessete anos, seria a terceira geração (GEN 3; entre quatro até nove anos de idade, seria a quarta geração (GEN 4); e finalmente, os bebês ate´ quatro anos de idade, seriam a quinta geração (GEN 5).
No dia onze do mês de outubro deste ano houve a Jornada do Movimento Juvenil pela Unidade que é a terceira geração e muitos adolescentes das cidades vizinhas foram convidados a participar deste evento. Eram todos quase quinhentos adolescentes, sendo 181 das escolas municipais de São Roque que participam do Projeto do Dado do Amor, acompanhados por dezoito professores (as) da rede deste município. Com o apoio que o Departamento de Educação do município de São Roque vem dando ao Projeto, estes alunos puderam participar ativamente desta Jornada Juvenil com suas apresentações no palco, cuja oportunidade torna-se um desafio para nossos alunos, como também de outros municípios, indo ao público cantar, dançar, contar suas histórias de como este Projeto tem ajudado a mudar suas atitudes antes tímidas e agora confiantes; antes maldosas e agora benéficas; antes violentas e agora pacíficas; antes sem perspectivas para o futuro e agora cheios de esperanças para o amanhã; antes lamentando o passado e temendo o futuro, agora vivendo o presente momento por momento.
Os alunos da EMEF. Rabindranath Tagore fizeram uma das mais belas apresentações desse dia contando e cantando a história do Bairro do Carmo com seus tamborins, suas vozes, dança de roda e a Santa Padroeira Nossa Senhora do Carmo arrancaram aplausos de pé, foram aclamados como vitoriosos guerreiros que através dos estudos e com uma educação de qualidade que recebem, estão avançando no mundo, marcando presença na sociedade e construindo um mundo de paz.
Os alunos da EMEF. Euclides de Oliveira também se apresentaram e foram bem aplaudidos, venceram a timidez e mostraram que São Roque é rica de talentos! Por fim, todas as onze EMEF de São Roque subiram ao palco e cataram com coreografia própria a canção Nova Civilização. Os professores ficaram encantados com esse dia e perceberam o quanto essa integração faz nossos alunos crescerem no relacionamento entre si e com outros municípios. Os depoimentos dos professores e alunos foram muito edificantes. “Realmente, esse lugar tem algo especial, parece que estamos no Céu! Tudo aqui ajuda a se viver no amor! Quem vem aqui experimenta o Paraíso! Que pena, trouxemos poucos alunos da rede para esse dia! Como seria bom que outros pudessem vim ver o que vimos, viver o que vivemos hoje aqui. Levo comigo a certeza de que estamos no caminho certo e São Roque está na frente desses municípios, dando com coragem e determinação uma Educação de Fraternidade para seus filhos e em pouco tempo muitos municípios vão correr atrás de São Roque para saber como está sendo feito nas nossas escolas da rede municipal.”(Profª. Feliciana- EMEF. José Luiz Pinto).
“Aqui na Mariápolis a gente aprende vendo os outros que se colocam a amar, chegam até nós para oferecer ajuda em qualquer coisa. Foi muito interessante na hora do lanche. Duas escolas recolheram um real de cada aluno, três famílias de São Roque mandaram refrigerantes e bombons para nossos alunos, juntamos tudo e compramos carne, pão, mortadela, guardanapos e copos descartáveis. Como ia sobrar comida, convidamos o grupo de Osasco que não estava preparado e fizemos a partilha com eles. Isto é ir além dos muros, ir além da própria cidade. Pareceu com o milagre dos pães que Jesus fez. Pude experimentar que é verdadeiro o Evangelho: ‘daí e vos será dado’. Como foi linda a apresentação das Gen3 que vieram de várias cidades do Brasil para passar seis meses na formação humana e espiritual na Mariápolis, cujo objetivo é conhecer mais profundamente essa realidade, se tornar construtora de paz aonde quer que a pessoa esteja e ser uma protagonista da Arte de Amar. Dessa forma, não há perigo de se extinguir essa idéia, esse Movimento, porque outros virão atrás para continuar levando à frente.” (Profª. Magali – EMEF Disa).
“Estou emocionado, até chorei de alegria! Parecia que eu não estava na terra e sim no Céu! Nunca tia visto tantos adolescentes unidos, todos querendo fazer o bem aos outros, dividindo seu lanche, colocando na mesa aquilo que cada um trouxe para si e sobrou comida! Comi coisa melhor do que a que eu trouxe e ninguém estava olhando para isso. Era uma coisa que não tinha vista ainda. E ainda, subir ao palco foi emocionante! Tremi, estava nervoso, mas cantamos e fizemos a coreografia! Senti-me o máximo! Não quero perder outra dessa! Foi muito legal! Na escola vou ajudar meus colegas a amar.”
(Lucas da 4ª série A- EMEF Disa).
“A nossa história do Bairro do Carmo está sendo mais conhecida por outras pessoas porque a Arte de Amar nos encoraja nos ensaios. Muitas vezes, queremos desanimar, mas Helena, nossa Diretora, nos faz lembrar do Dado do Amor e pergunta o que foi que aprendemos com as aulas dessa Oficina? Assim, ela nos ajuda a refletir e juntos, recomeçamos a amar no momento presente. E se uma de nós ainda fica emperrada, a outra dá o passo e no fim quem vence é o bem, o amor. Daí, os frutos dos nossos ensaios com os professores de dança e de arte! Agora, temos nosso Show pronto, mesmo se ainda sentimos de melhorar mais ainda e vamos conseguir, se Deus quiser. Cada apresentação é um grande ensaio e estamos levando ao mundo os fruto do amor recíproco.” ( Alexandra da 7ª série da EMEF. R. Tagore.)
Queremos juntos agradecer ao Departamento de Educação por mais uma oportunidade que nos foi dada para levar alguns dos nossos alunos a um evento de tamanho porte, de uma grandeza espiritual e fraterna que não se pode medir, mas que se manifestará nas nossas atitudes, como também dos nossos alunos representantes. Temos a certeza de que aqueles que puderam participar vão influenciar outros seus colegas nas suas escolas, nos seus bairros no caminho do bem e a violência tem seus dias marcados para banir da face da terra. Sra. Márcia Nunes, a sua determinação e coragem para prosseguir com esse Projeto na rede municipal está repercutindo por vários municípios de São Paulo e também de outros estados do Brasil como ponta de lança que avança, vai para frente, como referência nacional na luta contra a violência, enquanto outros, por motivos políticos, por mudança de prefeito deram trégua a tal iniciativa, suspenderam ou diminuíram sua desenvoltura. O mundo do crime avança na sociedade, mas para as cidades que investirem na fraternidade, segundo os sociólogos mais conceituados, como Vera Araújo ( Doutora em Sociologia, professora universitária na Europa, brasileira), Tomaso Sorge (Doutor em Sociologia- Universidade de Milão - italiano), Dr. Augusto Cury, e outros, essas cidades se destacarão como modelo para as demais, seus habitantes serão muito mais felizes que de outras cidades e terão uma imensurável harmonia ambiental e familiar. “Quem faz o bem hoje, colherá amanhã”( pensamento indiano).
Com todo nosso carinho e gratidão, só temos que pedir a Deus que essa equipe do Departamento de Educação prossiga por vários anos, independentemente dos governos que virão no futuro, para que se realize aquilo que Deus tem pensado para São Roque. O Sr. Prefeito Efaneu está de parabéns! Que Deus o ajude, lhe dê a paz, saúde e muita sabedoria para governar por muitos anos nossa cidade.
São Roque, 16 de outubro de 2009
Prof. Amauri R. Cardoso

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza. Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam. Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Parabéns Escolas Solidárias

Aprendizagem em primeiro lugar. As 3.863 escolas que vão receber o Selo 2009 demostraram por meio de seus projetos e ações como a solidariedade tem reforçado a aprendizagem dos alunos.
Atividades propostas de acordo com a proposta pedagógica estão motivando alunos, professores e diretores a se envolver em assuntos relativos à comunidade escolar e despertando o interesse de jovens e crianças pelos estudos.
Nesta edição do Selo foram reconhecidas escolas públicas e particulares de todas as redes de ensino e de todos os estados brasileiros.
Acesse www.facaparte.org.br/selo2009/buscasite/ e veja quais são as Escolas Solidárias 2009. Todas elas vão receber o Kit Selo Escola Solidária composto por certificado, quatro cartazes e CD. O material será enviado às escolas a partir do mês de outubro.
O Selo Escola Solidária é um projeto do Instituto Faça Parte, feito em parceria com o MEC, o Consed, a Undime e a Unesco. Realizado a cada dois anos, já reconheceu mais de 20.500 escolas em todo o país.
Valorizar para melhorar
(...) O Selo não é mais um projeto para a escola, mas a valorização do que ela já faz para melhorar a qualidade de seu ensino integrado a uma prática social. “É o que chamamos de Voluntariado Educativo, uma maneira de dar significado aos saberes escolares e à vivência de valores por meio do desenvolvimento de atividades sociais planejadas sem deslocar a escola da sua principal função: a de promover a aprendizagem e a formação para a cidadania, explica Katia Mori.
As escolas inscritas este ano tiveram a oportunidade de mostrar como conseguem driblar evasão e abandono escolar, despertar a vontade dos alunos para as questões curriculares e sociais, motivar a comunidade a se integrar à escola, e como isso tem refletido na evolução da aprendizagem.
Com o Selo, a comunidade escolar tem a chance de repensar as práticas socioeducativas e como elas poderiam agregar mais valor à formação integral do aluno.
O Selo Escola Solidária é um projeto do Instituto Faça Parte realizado em parceria com o MEC (Ministério da Educação), o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), a Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação) e a Unesco.
Acontece desde 2003, a cada dois anos e nas edições anteriores já reconheceu 20.548 escolas públicas e particulares de todos os Estados brasileiros.
Selo Escola Solidária
Em 2003, o Instituto Faça Parte - em parceria com MEC, CONSED, UNDIME e UNESCO - iniciou um projeto para identificar e reconhecer as ações e projetos de Voluntariado Educativo desenvolvidos por escolas de Educação Básica de todo o país: o Selo Escola Solidária.
A cada dois anos, o Selo Escola Solidária reconhece boas iniciativas, ações e projetos solidários que mostram com criatividade e competência que é possível repensar a educação.
As experiências selecionadas revelam a força da articulação da escola como núcleo de cidadania em sua comunidade, melhorando a qualidade da educação que a escola oferece.
Em suas três edições foram reconhecidas 20.548 escolas de todos os Estados brasileiros.
Objetivos do Selo Escola Solidária
Reconhecer e fortalecer a escola como núcleo de cidadania em sua própria comunidade
Propiciar a troca de experiências e articulações entre escolas solidárias
Incentivar a prática de voluntariado educativo como ferramenta formativa
Qualificar a formação integral dos alunos
Rede de Escolas Solidárias
A Rede de Escolas Solidárias possibilita que escolas de todo país troquem experiências e, desta forma, enriqueçam seus projetos e transformem suas realidades. Além disso, a rede estimula a escola a refletir sobre sua própria prática pedagógica.
A rede representa um retrato da educação brasileira, uma vez que as escolas desenvolvem suas ações e projetos de acordo com suas realidades e necessidades sob uma ótica inclusiva, emancipadora e participativa.
A rede on-line apresenta os 7.473 projetos e ações reconhecidas com o Selo Escola Solidária 2007.
EEB WANDERLEY JUNIOR
Instituição: EEB WANDERLEY JUNIOR
Endereço: R OTTO JULIO MALINA 438
Cidade: SAO JOSE (SC)
CEP: 88111-500
Telefone: (48) 32460658
Que problema a escola quis resolver com esse projeto:
A escola acolheu o Projeto CRESCER DIREITO para divulgar temas relacionados ao Direito da Criança e do Adolescente, conforme a sua concepção atual (Doutrina da Proteção Integral), no intuito de enriquecer a formação social dos alunos de ensino médio. Também houve a preocupação em fomentar uma "cultura de paz" ao público-alvo, visto que episódios de violência (psicológica, física), de desrespeito e desmotivação eram comuns nas turmas. Além disso, objetivou viabilizar a integração entre o Direito (Curso de Pós-graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina - Núcleo NEJUSCA) e o ambiente escolar (alunos, professores, servidores, comunidade em geral), para uma integração em prol do desenvolvimento dos adolescentes envolvidos.
Descrição do Projeto:
Partindo da idéia de que a educação seria o melhor caminho para proteger crianças e adolescentes, ao fazê-los vivenciar o senso de responsabilidade e de autonomia, além de motivar adultos à prática do cuidado incessante perante seus pares, surgiu o Projeto Crescer Direito, na qualidade de atividade de extensão do Programa de Mestrado do Curso de Pós Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina, desenvolvido e coordenado por uma aluna do mestrado, Mariana S. Miceli. Autorizado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFSC, o Projeto vem se desenvolvendo na Escola de Educação Básica Wanderley Junior, no município de São José, desde março de 2008, com a finalidade de promover a integração entre mestrandos, alunos (adolescentes do ensino médio), professores, funcionários e a comunidade, através de atividades que prestigiam temáticas infantojuvenis. No ano de 2008, o Projeto congregou: a. atividades pedagógicas realizadas em sala de aula, periodicamente, na disciplina de Sociologia, sob orientação do Professor Mauro Teske; b. atividades extraclasse com os alunos; e, c. orientação jurídica individualizada e gratuita aberta à comunidade. No ano de 2009, por sua vez, o Projeto foi concentrado especialmente nas atividades pedagógicas em sala de aula, ministradas pela mestranda Mariana S. Miceli em módulos mensais de variados temas afetos à área infantojuvenil, com abordagem interdisciplinar dos conteúdos e práticas pedagógicas alternativas e dinâmicas. Desde o começo desta iniciativa, a proposta do Projeto tem sido aprimorada incessantemente para conseguir, em face das necessidades dos sujeitos envolvidos (alunos, pais, professores e funcionários), expor e debater os principais temas relacionados à infância e à adolescência, com vistas a desenvolver a consciência crítica, promover o desenvolvimento e autoconhecimento humanos e o exercício da responsabilidade e da autonomia.
Relação entre os saberes escolares e as práticas sociais:
No que concerne às aulas relacionadas ao Projeto, na disciplina de Sociologia, variadas temáticas são abordadas. A metodologia empregada, via de regra, conjuga a construção teórica (na forma expositiva) e práticas pedagógicas dinâmicas (como desenvolvimentos de jogos cooperativos, práticas corporais, atividades em equipe, filmes, músicas etc). Ao final das aulas, os alunos estabelecem quais foram as principais "conquistas" daquele momento em sala de aula e, nesta oportunidade, sintetizam a aprendizagem proporcionada pela interação conjunta com os demais alunos, com a professora (mestranda) e com o professor responsável da matéria.
Além disso, a orientação jurídica aberta e gratuita à comunidade, e o atendimento individual aos alunos em horário extraclasse ocorrem conforme a demanda, por meio do atendimento individual, no espaço escolar, no contraturno das aulas.
Resultados:
Após um ano de atividades, muitos detalhes do Projeto foram revistos a fim de que se mantivesse atualizado e pudesse melhorar o aproveitamento dos envolvidos. Houve uma preocupação especial com a comunicação entabulada entre os participantes, o que implica utilizar linguagem e abordagem adequadas à fase da vida em que se encontram. Também, o contato com os alunos é mantido para além dos muros da escola, a fim de criar uma rede de relações interpessoais que tenha o respeito mútuo como fundamento nas mais diversas situações práticas do cotidiano. Neste ensejo, criou-se uma página na internet para o projeto, bem como uma lista de discussão virtual (com os emails dos alunos). Ainda, desde o ano passado, o Projeto tem sido apresentado em diversos eventos científicos nacionais do ensino superior, em especial das áreas de Direito e de Educação. Por fim, o conteúdo será também relatado em dissertação de mestrado, com o suporte de relatórios e planos de aula, depoimentos de alunos, fotos etc.
O texto, a veracidade e a continuidade das atividades aqui relatadas são de responsabilidade da escola
Mariana S. Miceli

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A arte de amar não tem fronteiras

Jovem ituano participa de congresso na Índia
Henrique afirmou não haver barreiras entre brasileiros e indianos quando falam com o mesmo propósito
Em uma viagem de nove dias pela Índia, o jovem ituano Henrique Berni de Marque, de 17 anos, juntou-se a outros jovens representantes de vários países para transmitir a mensagem de união e amor ao próximo. Henrique, que está no 3º ano do Ensino Médio do Colégio Integral Itu – Guimarães Rosa, participou do Super Congresso, evento promovido anualmente pelo Movimento dos Focolares.
Ao todo, 13 brasileiros participaram do encontro, que reuniu jovens de 13 a 18 anos em uma universidade indiana. Lá, os participantes conferiram apresentações de música, dança, cultura, além de acompanhar testemunhos e experiências vividas pelos jovens pertencentes ao movimento. Henrique compartilhou um momento particular de sua vida com os demais.
“Falei sobre a sensação de ser assaltado, de ter compaixão pela pessoa que praticava esse assalto e ainda pela oportunidade de ter um objeto meu, devolvido pelo ladrão, depois de um pedido meu. Foi uma experiência única, em que pude perceber que sou vitorioso por ter a vida que tenho e ainda por saber tirar algo positivo de uma situação como essa”, afirmou o jovem.
Questionado pela dificuldade de se comunicar em um país desconhecido, Henrique afirmou não haver barreiras entre brasileiros e indianos. “Pude perceber que independente de cultura e idioma, quando falamos de um mesmo propósito, conseguimos transmitir e entender a mensagem”, explica o jovem dizendo que esta foi uma interação positiva em sua vida, uma oportunidade de fazer novas amizades além de obter uma riqueza cultural única.

sábado, 1 de agosto de 2009

"É chegada a hora de lançarmos luzes sobre as rotas trilhadas no passado recente, de modo que possamos, assim, traçar com firmeza os caminhos do futuro. É inaceitável trabalhar com a hipótese de termos educandos discriminados simplesmente porque possuem características que os distinguem da maioria. É preciso não só aceitar o "diferente", mas também compreender que, de uma forma ou de outra, todos somos singulares, únicos. De nossa parte, continuaremos trabalhando para capacitar nossos profissionais a superar desafios que fortaleçam a conquista de uma pedagogia que preconize a união, o afeto e a grandeza de viver para além do individualismo. Uma pedagogia que parta do particular para o universal e que siga, sempre, na direção do coletivo – esfera onde é possível compreender o verdadeiro sentido da fraternidade e da justiça."

Gabriel Chalita

Secretário de Estado da Educação

sexta-feira, 10 de julho de 2009

FRUTOS DO DADO DO AMOR EM 2009




Ações de cidadania unem alunos do bairro Ressaca - COTIA - SP

23/6/2009

Transformar a escola num lugar de aprendizado para a vida é o grande desafio dos educadores. Em Cotia, diversas iniciativas desenvolvidas nas unidades municipais vêm mostrando que é possível estimular a cidadania através de ações simples.

Um bom exemplo disso é praticado na Escola Municipal Elydia Scopel Cremonezzi, localizada no bairro da Ressaca, próximo à divisa de Cotia com Taboão da Serra e Embu das Artes. Lá, a diretora Carmen Luiza Schwart e a coordenadora Angelina Fabiana desenvolvem os projetos “Fraternidade” e “Meio Ambiente”, duas ações que estão levando os alunos a refletirem sobre seu papel na sociedade.

Os resultados são positivos para os educadores e para as famílias. “O projeto Fraternidade possibilitou uma união maior entre a escola e a comunidade. Nosso objetivo é resgatar valores esquecidos ou pouco praticados, como respeito e amor ao próximo, e, felizmente, temos alcançado esse objetivo, com uma mudança de comportamento dentro da sala de aula e nas casas”, afirmou a diretora Carmen.

Em visita à escola municipal na terça-feira (23/6), a Secretária de Educação Olga Ferreira de Moraes conheceu um pouco mais sobre essa iniciativa. Os alunos apresentaram uma música e a diretora exibiu um vídeo mostrando o funcionamento do projeto.

A escola desenvolveu um dado em papel, que foi batizado de 'dado de amor'. Nesse objeto há frases positivas, que estimulam a prática do respeito e do amor ao próximo. “Os alunos falam de situações onde podem praticar o amor e, de acordo com os pais, estão reproduzindo as ações em casa, com a família”, conta.

Reciclagem: ensino e diversão
A EM Elydia Scopel Cremonezzi está localizada em uma região privilegiada, cercada de verde. Os professores aproveitaram essa característica para implantar o projeto “Reciclagem”, que visa despertar as crianças para a importância de cuidar da natureza.

“Esse projeto envolve todos os alunos da escola. Cada série fica responsável por um material”, explica a coordenadora. Num sistema de gincana, todo lixo arrecadado é transformado em pontuação e a sala vitoriosa tem direito a uma atividade de lazer ou cultura. “Além do balanço mensal, fazemos um acompanhamento semestral; a série que mais arrecadar ganha um passeio”.

O material recolhido é levado à cooperativa Coopercac. “A cooperativa distribui muda de plantas nativas de acordo com o volume de lixo recolhido pelos alunos e as professoras promovem um sorteio com essas mudas”, fala a diretora.

Para vivenciar o processo da reciclagem, os alunos fizeram uma visita a cooperativa. “Já levamos os alunos até a cooperativa para acompanhar o ciclo que o material recolhido por eles passa ao chegar à cooperativa. Com isso, mostramos que é possível reutilizar e transformar o que nos cerca”.

Encontro de gerações
Um momento muito especial proporcionado pela diretora Carmen e pela coordenadora Angelina, foi a visita dos alunos ao Sr. Hugo Cremonezzi. Aos 94 anos, Hugo Cremonezzi é uma pessoa muito querida no bairro. Foi ele quem doou o terreno para que a escola fosse construída. “Não tinha escola perto para que as crianças pudessem estudar, então decidi dar este terreno”, diz, referindo-se à escola que hoje recebe o nome de sua esposa Elydia.

Sempre presente às festas escolares e também em ocasiões em que conta histórias sobre o bairro, “seu” Hugo auxilia os professores nos trabalhos sobre resgate da história local.

Ao final da visita desta terça-feira, a Secretária de Educação recebeu da aluna Ana Jully um “dado do amor”, com mensagens fraternas praticadas na escola. Em seguida, ela falou sobre a satisfação em conhecer os projetos desenvolvidos na rede municipal de ensino.

“O trabalho desta unidade escolar é maravilhoso. Vocês devem levar estas mensagens do projeto fraternidade para o resto da vida de vocês. Ao transmitir ao outro o que cada um tem de melhor, vocês vão aprender muito sobre a vida. Cada visita que faço às escolas e o contato com as crianças têm sido muito importante. Quando volto para a Secretaria de Educação lembro da expressão do rosto de vocês e sinto uma força maior para fazer o meu trabalho e lutar pelo melhor para a cidade”, concluiu.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

FRATERNIDADE

Até outro dia podia associar a idéia de Justiça a conceitos recheados de rigor, repressão, violência, luta. E eis que descubro a Justiça intimamente ligada ao conceito de Fraternidade; descubro que se trata realmente de algo mais profundo...

Falo de um conceito que abarca muito mais que parentesco entre irmãos, solidariedade, amor ao próximo, harmonia, amizade, pura e simplesmente. É a reciprocidade de tudo isso. Algo que, quando vivido, transformará a Humanidade em uma única família. Imprescindível, inscrita no DNA de todo homem, capaz de conduzi-lo à tão sonhada paz universal.

Fraternidade!

De tão sonora, parece absurda; mas não. É uma realidade que vem se delineando diante dos nossos olhos, tomando forma ao alcance de nossas mãos, uma realidade da qual necessitamos com urgência.

Desejamos uma Justiça que não esteja reduzida a nobres esforços em prol do bem-comum, mas que seja o resultado de um modo de agir "fraterno". Almejamos um bem-comum que ultrapasse a medíocre soma dos interesses e culmine no bem de toda a sociedade. Queremos atuar uma participação política que vá além das discussões inflamadas e pouco proveitosas e se torne meio eficaz de atuar a justiça.

É fato que leis e normas justas edificam a sociedade, no entanto, sabemos que não são capazes de fazê-lo sozinhas. Necessitam de algo mais. Precisam de "modos de comportamento" e de relações humanas que nos ajudem a educar as pessoas para a justiça e que garantam a justiça e a fraternidade.

Acredito que a Fraternidade, essa está inscrita no DNA de cada homem. Creio na reciprocidade como caminho para a Fraternidade e que este é o meio de realizar a comunhão nos relacionamentos e atuar concretamente o Evangelho.

Quero apostar na função reguladora do Direito irrigado pelo mandamento novo, para ver nascer juristas novos e uma Justiça Fraterna.

Pergunto: Se a pessoas têm tudo a ganhar com este novo modo de agir, por que não agir assim??

Justiça
Bens violados
Identidades violadas
Identidades destruídas
Homens em conflito
Reconstrução

Direito
Valores necessários
Liberdade atuada
Liberdade garantida
Garantias Fundamentais
Dignidade da Pessoa Humana
Homem-Protagonista

Reciprocidade
Relacionamentos, socialização
Participação política
Multiplicidade de costumes
Multiplicidade de interesses
Bem comum
Amor fraterno

Fraternidade
Solidariedade mútua
Justiça regulada
Justiça atuada
Categoria jurídica
Comunhão e Direito
Fraterno-Justiça.

[Cristiane Ganda - jan/2008]



--
Cristiane Ganda
=Diletta

"O Amor é a grande ferida, mas também a única cura."

quarta-feira, 18 de março de 2009

Homenagem à Chiara Lubich

A Assembléia Legislativa do Piauí realizou nesta quarta-feira (18) sessão solene em homenagem póstuma à Chiara Lubich, professora italiana que morreu no ano passado, fundadora do Movimento Focolares, para despertar a atenção do mundo para os horrores da guerra. O movimento conta hoje com 140 mil membros, é integrado por 2,1 milhões de pessoas em 182 países.

A sessão solene, que contou com a presença do governador Wellington Dias, foi aberta pela vice-presidente da Assembléia, deputada Flora Izabel (PT), autora da proposição convocando a homenagem. Em seguida, falaram a coordenadora do Movimento Focolares no Piauí, Valéria Borges da Luz, que destacou a “Incidência do Movimento”.

Foi exibido um vídeo sobre a atuação de Chiara Lubich à frente do movimento e, em seguida, a grupo vocal e instrumental “Jovens por um mundo unido”.

O padre Deodato Felipe, coordenadora da Pastoral da Arquidiocesa de Teresina, representante do Arcebispo Metropolitando de Teresina, Dom Sérgio Rocha, fez um rápido discurso sobre a importância do movimento para a paz entre os homens.

O governador Wellington Dias também falou sobre a importância do Folcolares para a paz mundial ao pregar o respeito e a harmonia entre os homens.

Alepi
18/03/2009 13:07h

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Fiquei cego...

Amig@,
Não resisti à tentação de escrever algum pensamento sobre o que meditei hoje, no evangelho do dia, extraído de S.Marcos 8,14-21 e, impulsionado pelo pensamento do dia que diz:"Compreender bem a vontade de Deus do momento presente".

No evangelho encontramos esse texto no qual os discípulos encontravam-se no barco com Jesus, após terem experimentado algo extraordinário, continuavam mergulhados na própria cegueira e distração com efemeridades - representada pelo que haveriam de comer naquele dia - enquanto Jesus tentava lhes admoestar sobre algo muito mais importante, veja só o que aconteceu: "Os discípulos tinham-se esquecido de levar pães e só traziam um pão no barco. Jesus começou a avisá-los, dizendo: «Olhem: tomem cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes.» E eles discorriam entre si: «Não temos pão.» Mas Ele, percebendo-o, disse: «Porque estais discorrendo que não tendes pão? Ainda não entendestes nem compreendestes? Tendes o vosso coração endurecido? Tendes olhos e não vedes, tendes ouvidos e não ouvis? E não vos lembrais de quantos cestos cheios de pedaços recolhestes, quando parti os cinco pães para aqueles cinco mil?» Responderam: «Doze.» «E quando parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de bocados recolhestes?» Responderam: «Sete.» Disse-lhes então:
«Ainda não compreendeis?»
Lendo essa passagem, e deixando-a calar no mais profundo de minha memória, me senti identificado com essa situação me vieram várias perguntas:
  • Quantas vezes Jesus me deu escandalosas demonstrações do seu amor para comigo e eu, cego em minhas picuinhas, não enxergava o quanto estava cercado dos seus cuidados, por todos os lados?
  • Quantas vezes Ele só faltava aparecer à minha frente para que eu sentisse a força de sua mão me soerguendo - após cada vacilada dos meus pés - e eu achava que Ele havia me abandonado?
  • E às vezes que Ele tentava me advertir de algum perigo, "do fermento dos fariseus e de Herodes", e eu lhe fazia perguntas completamente descabidas ou fora de foco, como por exemplo, o que irei comer hoje, enquanto perigos maiores sondavam minha alma?
  • Quantas vezes o seu amor me alcançou através de inúmeros irmãos/ãs, e eu - numa atitude de vitimismo - sentia-me desamparado, só, esquecido, impossibilitado de reconhecê-lo através desses irmãos/ãs?
  • Quantas vezes...? (e...perdi a conta!)
Todavia, hoje, experimentei como que um despertar novo: sou amado!!!
Veio ao meu auxílio um comentário dessa passagem feito por Santo Anselmo (1033-1109), monge, bispo, Doutor da Igreja, que diz: "Ó luz soberana e inacessível! Verdade total e feliz! Quão longe estás de mim, e no entanto eu estou tão perto de Ti! Tu escapas quase que inteiramente à minha vista, enquanto que eu estou inteiramente debaixo da Tua vista. Por todo o lado irradia a plenitude da Tua presença, e eu não consigo ver-Te. É em Ti que ajo e que tenho a minha existência; no entanto, não consigo chegar a Ti. Tu estás em mim, Tu és tudo ao meu redor; no entanto, não consigo alcançar-Te com a vista"
É isso mesmo, Senhor, "não consigo alcançar-te com a vista", fiquei cego. Por isso, humildemente, te peço: vem em socorro de minha cegueira e ajuda-me a "compreender bem a tua vontade do momento presente" de modo que eu possa, ao menos nesse dia, prestar-te honra e enaltecer o teu agir no 'barco' da minha história contigo, e o teu nome santo!..

Diviol Rufino é psicólogo
diviolrufino@gmail.com

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Materia publicada no Jornal Cruzeiro do Sul - São Roque e Sorocaba

Fraternidade vira prática pedagógica em sala de aula

Notícia publicada na edição de 11/01/2009 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 7 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
  • Alunos fazem visitas às comunidades carentes, levando as mensagens que desenvolvem na escola

Resgatar as relações humanas, aplicar a fraternidade como prática pedagógica e contribuir para a transformação do quadro de violência constatado no cotidiano escolar. Esses são os objetivos do projeto ‘Dado do Amor, praticado em seis escolas municipais de São Roque. Mais de 90 profissionais e 700 alunos estão envolvidos, sendo que o trabalho será ampliado neste ano, desenvolvido por mais professores na rede. O trabalho é desenvolvido em várias partes do mundo e foi criado há 10 anos por Chiara Lubich, a fundadora do Movimento dos Focolares (movimento eclesial).

A ação teve início em São Roque na Escola do Bairro do Carmo, e desde 2003 o professor Amauri Cardoso dá continuidade ao projeto em outras unidades, levando aos alunos os significados de fraternidade e cooperação. No ano pasado, as escolas de período integral de São João Novo, Pavão e Carmo e as escolas de níveis médio e fundamental do Goianã, Canguera e Santo Antonio desenvolveram o projeto. Quando eu fui trabalhar em Canguera, em 2003, levei para meus alunos essa idéia e procurei praticar por primeiro, sendo coerente com as coisas que eu falava para eles. A palavra de ordem é sempre cooperar, contou.

O Dado do Amor, como qualquer outro dado, tem seis frases em em cada uma mensagem que expressam diferentes maneiras de amar e respeitar o próximo. São elas: amar por primeiro, amar a todos, amar o inimigo, viver o amor recíproco, ver Jesus no outro e fazer-se um. Em sala de aula, uma vez por semana, os alunos jogam o dado, aprendem o significado de cada frase e seus aplicativos. Assistem vídeos, nos quais os personagens elevam o amor e a fraternidade. Também aprendem as canções do projeto, fazem visitas às famílias carentes em seu bairro, socializam entre si e fazem cartões com mensagens referindo-se as frases do dado para levar aos seus familiares, como uma maneira de envolvê-los no projeto.

Os amigos e alunos da 5.º série da escola Euclides de Oliveira, em Canguera, Johnny Wilson e André Fellipe, comemoram as mudanças em seus cotidianos. Tenho um temperamento impulsivo e antes de participar do projeto, não conseguia ficar parado durante as aulas, nem fazia minhas lições direito. Só pensava em mim, hoje respeito mais as pessoas e com certeza mudei para melhor minha vida na escola e em casa, contou Wilson. Seu amigo André também diz que seu rendimento melhorou: Aprendemos muitas coisas importantes como ajudar, perdoar e isto melhora a nossa rotina, a convivência com as pessoas. Às vezes nem me dou conta das mudanças que tive na minha conduta.

Ao longo de seu desenvolvimento, o projeto contribuiu para a transformação do quadro de violência entre os alunos, propondo por meio de oficinas o resgate das relações interpessoais na escola e das relações humanas, a socialização e a integração da família. Percebemos uma significativa melhora de conduta e rendimento escolar de nossos adolescentes e jovens alunos, comemora o professor.

Expansão

No último ano, um curso de capacitação foi realizado para 62 professores e aplicado em quatro escolas de período integral, envolvendo 750 adolescentes. Hoje, somos mais de 90 profissionais envolvidos nesse projeto e entendemos que os inspetores de alunos pais, professores, coordenadores e diretores de escola precisam se capacitar nesse novo modo de se relacionar, explicou Cardoso.

Os resultados obtidos com o projeto na rede de ensino municipal de São Roque chegaram ao conhecimento do Departamento de Educação de Cotia e, desde 2007, o município também oficializou sua implantação nas escolas municipais. Em Jundiaí e Osasco também estão desenvolvendo o projeto e os resultados estão sendo surpreendentes, finalizou Cardoso.

http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=36&id=151819