Jesus como Educador

FAÇA UMA MUDANÇA VISÍVEL

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

DADO DO AMOR EM ITÚ/SP - 2009 e 2010

Em 05 de abril de 2009, um grande número de membros do Movimento dos Focolares e convidados da cidade de Itu reuniram-se no Colégio do Patrocínio, com o objetivo de trocarem idéias sobre o projeto-cidade. Entre as sugestões apresentadas uma delas foi a de trabalhar com o Dado do Amor em diferentes instituições sociais e educacionais do município.

Como as irmãs do col. Patrocínio demonstraram interesse pelo dado do amor, no dia 9 de abril de 2009 foi realizada a primeira reunião com a Coordenadora Pedagógica do Centro de Educação Madre Teodora, para iniciarmos os primeiros trabalhos de implantação da dinâmica do dado do amor para 248 crianças.

São meninos e meninas de idade escolar entre 7 e 12 anos que vêm para o Centro em período contrário ao da escola regular e lá recebem reforço escolar, alimentação, educação religiosa, aulas de informática, aulas de música, de educação física, educação ambiental, jogos “mente inovadora”, artesanato e que, às sextas-feiras, participam de atividades em que têm a oportunidade de vivenciar a “Arte de Amar” criada por Chiara Lubich.

Bem, o que vem a ser, então, o dado do amor e a arte de amar?

Durante o congresso GEN4 de 1998, uma menina perguntou a Chiara Lubich como devia fazer para amar Jesus cada vez mais. Ela explicou-lhe a “arte de amar” que está resumida em seis frases: amar a todos, ser o primeiro a amar, amar-se reciprocamente, amar Jesus no outro, “fazer-se um”, amar o inimigo. Desde então surgiu a ideia do “dado do amor” que tem nas suas seis faces os seis pontos da arte de amar. Todos os GEN4 (geração nova de 6 a 8 anos) jogam o dado todos os dias para terem uma sugestão de como viver aquele dia e se aperfeiçoarem nesta arte.

O trabalho com o Dado do Amor é uma experiência que enriquece muito o relacionamento não só com as crianças, mas entre nós também, uma vez que é uma oportunidade para vivermos o amor recíproco, o Jesus no meio e exercitar o carisma da unidade. O bom resultado do trabalho depende dessa nossa disposição em fazer-se um com o outro, buscando sempre vivermos segundo a regra de ouro.

Percebemos que somos “as/os escolhidas/os” para levar a essas crianças uma palavra de esperança, de fé na vida.

Experimentamos muitas vezes o Jesus Abandonado quando o planejado não dava certo. Ora por falta de recursos, ou quando os recursos eletrônicos não funcionavam; ora porque faltava um professor e tínhamos de juntar as turmas, ora porque as crianças tinham de fazer reforço e ocupavam o espaço reservado para os nossos trabalhos. Eram momentos de reflexão, de se colocar diante de Jesus e perceber o quanto somos limitados. Mas, por outro lado, víamos nas crianças uma capacidade muito grande de entendimento, surpreendendo-nos, muitas vezes, com respostas inusitadas ou comentários surpreendentes como aquele de um menino que, durante a história do big bang disse: “se Deus viu que tudo era bom, por que existe o mal?”.

E neste ano de 2010, eram 257 crianças que, a partir do 2º semestre, puderam contar com a participação animada de um GEN3 no período da manhã e no período da tarde ganharam a presença de uma GEN3 que conquistou os pequenos adolescentes com suas coreografias. Também, neste ano, pudemos contar com o envolvimento das monitoras e coordenadora no planejamento e execução das atividades.

Animados pelas experiências vividas com o dado do amor, quatro meninas do período da tarde se inscreveram para participar do GEN3 e duas delas já estão freqüentando as reuniões.

Estes são alguns frutos do trabalho que vai sendo construído por meio da unidade. Como diz a Palavra de Vida deste mês: todo ser humano foi chamado a compartilhar da mesma força de Deus, desde que o homem não se oponha à vontade Dele. E a vontade de Deus só se manifesta quando me faço um com Jesus e com o outro.

Maria de Lourdes

sábado, 4 de dezembro de 2010

"E nós acreditamos no Amor": É o tempo do natal

"E nós acreditamos no Amor": É o tempo do natal

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

TRABALHO COM O DADO DO AMOR CENTRO EDUCACIONAL MADRE THEODORA ITU - SP

COMO TUDO COMEÇOU

Um grande número de membros do Movimento dos Focolares e convidados da cidade de Itu reuniram-se no Colégio do Patrocínio, em 05 de abril de 2009, com o objetivo de trocarem idéias sobre o projeto-cidade. Entre tantas sugestões apresentadas uma delas foi a de trabalhar com o Dado do Amor em diferentes instituições sociais e educacionais do município.

Para tanto, buscaram subsídios com as pessoas que já desenvolvem esse trabalho em outros municípios, como Jundiaí, São Roque e Cotia.

Estava presente a professora Lúcia, da rede pública municipal da cidade de Jundiaí que falou sobre o trabalho com o Dado do Amor desenvolvido durante 5 anos em seis escolas municipais. Lá, esse trabalho foi introduzido como uma ação pedagógica inserida no projeto político pedagógico da escola, o qual está fundamentado nos PCNs, tendo como preocupação principal atender os objetivos ligados aos temas transversais como: ética e cidadania, pluralidade e diversidade cultural, trabalho e consumo, meio ambiente e saúde.

Também estava presente a Irmã Geralda, que, de passagem pelo colégio naquele final de semana, sentiu-se atraída pela ideia apresentada. Depois disso, a Irmã Geralda, a Madre Superiora e as demais Irmãs do colégio colocaram-se à disposição do Movimento para o desenvolvimento da dinâmica do Dado do Amor, junto às 250 crianças atendidas pelo Centro de Educação.

No dia 9 de abril de 2010 foi realizada a primeira reunião com a Coordenadora Pedagógica para o estudo e preparação do Programa com a dinâmica do Dado do Amor e que teve início no dia 02 de Outubro do mesmo ano.

RELATÓRIO FINAL DAS ATIVIDADES COM O DADO DO AMOR

COLÉGIO DO PATROCÍNIO

2009 – ITU - SP

Em 02 de outubro de 2009, foram iniciadas, com as crianças do Centro de Educação Madre Teodora, as atividades com o Dado do Amor.

Eram 248 meninos e meninas de idade escolar entre 7 e 12 anos que recebiam reforço escolar, alimentação, educação religiosa, aulas de informática, aulas de música e de educação física, educação ambiental, jogos “mente inovadora”, artesanato e que agora, às sextas-feiras, participavam de vivências com o Dado do Amor.

A obra que é coordenada pela Irmã Maria Carmelita Lupurini Sampaio tem a orientação pedagógica de Isolene B. de Sena Silva e o auxílio docente de jovens monitores contratados pela SIPEB - Sociedade de Instrução Popular e Beneficência.

Como membros do Movimento dos Focolares, éramos 7 voluntárias na parte da manhã e 6 à tarde.

Nossas atividades eram introduzidas sempre com uma música tirada do CD do dado do amor e as atividades com vídeo, teatro, desenhos, confecção de cartõezinhos, eram sempre acompanhadas de um diálogo participativo, de forma que a criança respondia questões relacionadas com algum tema da VIDA. Sendo assim, no primeiro dia contamos a história de vida de Chiara Lubich.

O ponto alto da dinâmica com o Dado do Amor era o sorteio da frase para a semana e nós nos preocupávamos, principalmente, em explicar a dinâmica do dado.

E para finalizar voltávamos a cantar uma música como: “É tão linda a vida”, “Consciência da Humanidade” e outras.

Depois do primeiro contato, combinamos de voltar toda sexta-feira de manhã, das 8h às 10h e à tarde, das 13h30 às 15h, sempre com uma atividade diferente, uma nova música, o relato de experiências sobre a vivência com a frase do Dado do Amor.

Nos cinco dias de trabalho com o Dado do Amor as crianças tiveram a oportunidade de assistir o DVD do filme PEPÊ E JOTABÊ, cuja metodologia utilizada levava-os a refletir sobre os diversos episódios, buscando uma relação com situações vividas e concluindo com o significado de alguma frase do dado do amor.

Por exemplo: segundo episódio “LIMITES” – PEPÊ, como toda criança, está testando seus limites, pulando, se equilibrando, dando saltos e pulos. JOTABÊ chega e pergunta: O que v. está fazendo? “Estou vendo os meus limites”, responde PEPÊ.

Com as crianças: Perguntávamos se elas já haviam testado seus limites e como faziam? E quando ultrapassavam os próprios limites, o que podia acontecer? Daí, fazíamos com que as crianças percebessem que os limites podiam ser entendidos como sendo os dons, as capacidades de cada um e que podiam, então, colocar os próprios dons a serviço do outro. Por ex.: se sei fazer a lição, explico para o meu colega que não sabe. Se já sei ler, leio para o meu colega que ainda não tem essa habilidade. Se meu irmãozinho está chorando e a mamãe está ocupada, ofereço-me para ajudá-la no que puder.

Conclusão: “ser o primeiro a amar”, “ver Jesus no outro”, “amar a todos”.

Nestes diálogos com as crianças era possível perceber o desejo delas em querer entender, participar e éramos surpreendidas com respostas que superavam nossas expectativas.

Eis, aqui, alguns relatos de experiências apresentadas pelas crianças, tanto do período da manhã como da tarde:

Felipe Silva Walbon

Eu estava numa prova em dupla e quando eu levantei para perguntar para a minha professora “se errar uma coisa só repete de ano”, daí a minha amiga falou: “Felipe, não levanta mais senão a gente tira nota baixa”. Daí, eu me lembrei da frase do dado do amor e fiz como a minha amiga disse.

Maria Eduarda

Fazer-se um – eu termino a minha lição e vou ajudar os meus amigos a fazer a lição.

O dado do amor me ajuda muito com as coisas em casa, na escola e na minha vida e outras coisas.

Adrielle (6 anos)

Quando minha mãe briga comigo, eu aprendo que não devo fazer aquilo que é errado. Eu estou melhorando porque me lembrei da frase: Fazer-se um.

Amanda (eu não sei o que é “fazer-se um”)

Meu pai está pintando. Eu não estava fazendo nada e ajudei.

Ana Luiza (8 anos)

Eu estava brincando com minha amiga e o meu primo chegou na minha casa e eu fui com meu primo e lembrei de fazer-se um. Chamei minha amiga para brincar comigo e com meu primo.

Julia de Souza Leite

Eu aprendi que o dado do amor serve para o dia-a-dia; para nós convivermos um com o outro; para não brigar, bater, chutar etc.

Rafaella

Na casa de minha tia eu fiz-me um, pois ao invés de brincar com um, eu brinquei com todos.

Outro dia, na minha escola, eu ajudei quatro colegas que tinham dificuldade a fazerem a lição.

Bianca Aparecida

Fazer-se 1 – Minha vó precisava de ajuda para arrumar a cama e só que eu queria brincar muito, mas eu fiz 1 com ela e então depois eu fui brincar. Depois eu senti um amor muito grande.

Guilherme Amaral Cardoso

Minha amiga Amanda pediu ajuda na lição. Eu ajudei a Amanda e ela saiu bem na lição.

Gabriel Galantini

Um dia eu estava jogando bola com os meus amigos e minha irmã pediu para eu brincar com ela. Daí eu larguei todos os meus amigos para brincar com ela.

Milene (Katellen escreveu o que Milene contava)

Minha mãe brigou com minha vó por causa de eu não ter dado comida para o gato. Minha mãe queria bater em mim e minha vó não deixou porque eu ia levar uma surra que nunca ia esquecer. Depois estavam saindo minha mãe e minha vó. Minha vó esqueceu a chave na porta e eu tive de pular o muro para abrir a porta.

Um depoimento especial

Houve um dia em que perguntamos se alguma das monitoras tinha ouvido algum relato de experiência das crianças.

Prontamente, a monitora Rita contou que um aluno seu disse-lhe, em segredo, que um amiguinho havia convidado-o para tatuar o braço com clips. Quando o menino viu o braço do colega todo riscado de clips, lembrou-se do dado do amor e não aceitou o convite. Depois foi contar para a professora que levou ao conhecimento da coordenadora pedagógica. Esta convocou as famílias com o objetivo de alertá-las sobre o perigo de tal comportamento das crianças. Este fato chamou a atenção não só dos membros da escola como de uma grande parte das famílias.

FESTA DE ENCERRAMENTO – DIA 05 DE DEZEMBRO DE 2009

Por sugestão da coordenadora pedagógica, cada criança, acompanhada de sua família, receberia, já na entrada do colégio, o dado do amor colorido, - confeccionado por uma gráfica e embalado em saco de presente. Os bilhetinhos, com o relato de experiência, estariam dentro da sacola de presente que o colégio iria entregar depois.

Os pais compareceram em massa e as crianças fizeram grandes apresentações. Percebemos que o Colégio tem o privilégio de receber a ajuda de muitos voluntários, os quais foram homenageados com muito carinho e chamados de anjos.

O ponto alto da festa foi o anúncio feito pela Madre responsável, pois o projeto educacional do Centro de Educação Madre Teodora tinha sido escolhido pela UNICEF para fazer parte do projeto Criança Esperança da Fundação Roberto Marinho, entre tantos outros inscritos em todo o território nacional,

Conclusão:

O trabalho com o Dado do Amor é uma experiência que enriquece muito o relacionamento não só com as crianças, mas conosco também, uma vez que é uma oportunidade para viver o amor recíproco, viver o Jesus em meio e o carisma da unidade. O bom resultado do trabalho depende dessa nossa disposição em fazer-se um com o outro, buscando sempre viver segundo a regra de ouro.

Percebemos que somos “as escolhidas” para levar a essas crianças uma palavra de esperança, de fé na vida.

Experimentamos muitas vezes o Jesus Abandonado quando o planejado não dava certo. Ora por falta de recursos, ou quando os recursos eletrônicos não funcionavam; ora porque faltava um professor e tínhamos de juntar as turmas, ora porque as crianças tinham de fazer reforço e ocupavam o espaço reservado para os nossos trabalhos. Eram momentos de reflexão, de se colocar diante de Jesus e perceber o quanto somos limitados. Mas, por outro lado, víamos nas crianças uma capacidade muito grande de entendimento, surpreendendo-nos, muitas vezes, com respostas inusitadas.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Esta é a semana da educação especial.

As pessoas precisam entender que as crianças com necessidades especiais não estão doentes. Elas não procuram uma cura, apenas aceitação.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Casa do Menor São Miguel Arcanjo em Aracaju é inaugurada


Publicado em: 11/10/2010 11:56:45

Marcada pela alegria e emoção foi inaugurada em Aracaju a Casa do Menor São Miguel Arcanjo, no último dia 09 de outubro. A Instituição nasceu para responder à dramática situação de crianças e adolescentes em estado de abandono e envolvido com substâncias entorpecentes.

Durante a solenidade, representantes da Casa do Menor do Ceará, Alagoas e Rio de Janeiro fizeram apresentações de ballet clássico, música e grupos de teatro representaram fielmente a vida sofrida das crianças de rua.

O Ministério Público agradece a parceria do Serviço Social da Indústria – SESI que proporcionou alegria com a distribuição de brindes e lanches para todas as crianças presentes.

“Estamos muito felizes com a implantação da Casa do Menor Aracaju. É um perfil difícil de acolhimento mas, juntos com outras organizações faremos a diferença. Nossa metodologia é baseada no amor”, comentou a promotora de Justiça Dra. Mírian Teresa Cardoso Machado.

Diariamente, as crianças acolhidas fazem uma terapia de grupo e jogam um “dado”. Em cada face deste dado elas sorteiam e discutem sobre um tema cujo alicerce é o amor. São faces do “dado do amor”: ser o primeiro a mar – amar a todos – amar o inimigo – ver Jesus no outro – fazer-se um – amor recíproco.

Assessoria de Comunicação MP/SE

sábado, 2 de outubro de 2010

Professor Amauri Ramos Cardoso


Aberto, comunicativo e entusiasta com a causa da fraternidade, o engenheiro agrônomo Amauri Ramos Cardoso licenciou-se em biologia para ser professor. Em 2004, iniciou uma experiência original numa escola do município de São Roque (SP), onde por muitos anos lecionou. "Queria contribuir para acabar com a violência em que muitos dos meus alunos se envolviam" - explica.
Foi assim que surgiu o "Projeto de Educação para a Paz". Amauri começou, então, a usar parte das aulas de vá-rias disciplinas para propor aos alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental o uso do "Dado do Amor". Trata-se de um dado, no qual em cada face está escrita uma frase a ser colocada em prática: "Amar a todos"; "Ser o primeiro a amar"; "Reconhecer o valor do outro"; "Amar o inimigo"; "Colocar-se no lugar do outro"; "Amar-se reciprocamente".
Os resultados desse projeto não tardaram a aparecer. Hoje, Amauri o está aplicando em 15 escolas municipais de São Roque. Recentemente, a adesão também de uma escola em Vargem Grande Paulista (SP) levou a Delegacia Regional de Ensino a considerar essa experiência aplicável em toda a sua jurisdição.

Por: Helena Montenegro

Revista Cidade Nova - Edição de outubro de 2010

"E nós acreditamos no Amor": Como Chiara Luce

"E nós acreditamos no Amor": Como Chiara Luce: "Como Chiara Luce from Thomas Klann on Vimeo."

sábado, 25 de setembro de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Projeto do Dado do Amor – A fraternidade vira prática pedagógica nas Escolas Municipais da cidade de São Roque (SP)

A ação teve início em 2003 nas Escolas do Bairro do Carmo e Canguera por iniciativa do professor Amauri Cardoso, voluntário. O objetivo da ação visa resgatar as relações humanas, aplicar a fraternidade como prática pedagógica e contribuir para a transformação do quadro de violência constatado no cotidiano escolar. Nesse ano de 2009/2010, se ampliou o trabalho de capacitação dos mais de 90 professores e 700 alunos da rede municipal de ensino.

A repercussão desse trabalho e seus frutos são incontáveis:

O Jornal Cruzeiro do Sul, diário impresso da região e também pela internet, publicou uma matéria sobre o Projeto e citou Chiara Lubich como fonte de inspiração.

A TV Canção Nova colocou duas vezes no ar, num programa comandado por Dom Eduardo, arcebispo de Sorocaba (SP), a entrevista com o professor Amauri, coordenador do Projeto Dado do Amor na rede municipal de ensino de São Roque. Dom Eduardo manifestou sua alegria pelo testemunho de vida cristã do professor e pela novidade desse trabalho que insere na pedagogia, a arte de amar, uma das heranças que Chiara nos deixou.

Seminário Internacional: “Educação e prevenção ao uso de drogas e violência”

Este seminário foi promovido pela Fazenda Esperança em parceria com a Universidade Estadual Paulista (UNESP) e a nossa Editora Cidade Nova. Além dos membros de Cidade Nova, participaram também dois membros da nossa região, o professor Amauri Cardoso e a professora Lúcia Helena, que há muitos anos desenvolvem nas cidades de São Roque e Jundiaí, respectivamente, o Projeto do Dado do Amor

Esse evento foi realizado dos dias 28 a 31/01/2010 e enfrentou o tema da crise da escola como espaço de formação e consolidação dos valores humanos em vista de uma educação mais integral da pessoa e deu início à elaboração de um projeto pedagógico que vise a prevenção da droga e da violência.


Olavo de Almeida Freitas

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A ARTE DE AMAR

Nunca viste numa estrada abandonada, mas acariciada pela primavera, despontar a tenra erva e reflorescer, sem cessar, a vida?
Assim acontece com a humanidade que te circunda, se deixas de enxergá-la com o olhar da terra e a revigoras com o divino raio da caridade.

Chiara Lubich

referente a: ESCOLA FRATERNA (ver no Google Sidewiki)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O EXAME

Se fosses estudante e viesses a saber, por acaso, as perguntas do exame de fim de ano, tu te sentirias um felizardo e prepararias bem as respostas.

A vida é um prova e, no final, ela também deverá passar por um exame. Mas o infinito amor de Deus já disse ao homem quais serão as perguntas: “Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber” (Mateus 25,35). As chamadas obras de misericórdia serão a matéria do exame, aquelas obras em que Deus vê se o amamos realmente, tendo-o servido no irmão.

Talvez seja por isso que o papa com freqüência simplifica a vida cristã, ressaltando as obras de misericórdia.

E nós fazemos a vontade de Jesus se transformamos a nossa vida numa contínua obra de misericórdia. Afinal, não é difícil nem muda tanto o que já estamos fazendo. Trata-se de elevar cada contato com o próximo a um plano sobrenatural. Qualquer que seja a nossa vocação: de pais ou de mães, de agricultores ou de funcionários, de deputados ou de chefes de Estado, de estudantes ou de operários, temos continuamente, durante dia, ocasião direta ou indireta de dar de comer aos famintos, de instruir os ignorantes, de suportar as pessoas molestas, de aconselhar os indecisos, de rezar pelos vivos e pelos mortos.

Uma nova intenção a cada gesto nosso em favor do próximo, seja ele quem for, e cada dia da vida servirá para preparar-nos ao dia eterno, entesourando bens que a traça não corrói.

Chiara Lubich (Ideal e Luz, pg. 121, editora Cidade Nova)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

DADO DO AMOR EM OURIZONA-PR



Em um encontro realizado nas dependências do Colégio Estadual Professor Benoil Francisco Marques Boska, em Ourizona-PR., os professores conheceram as vertentes norteadoras do projeto 'A fraternidade como instrumento pedagógico', pautado nos princípios da Arte de Amar (Chiara Lubich, 1920-2008) onde o 'Dado do Amor' é seu instrumento de socialização, e nas conceituadas teorias do desenvolvimento de Piaget, Wallon e Vygotsky.

O mini curso, com duração de quatro horas, teve como síntese, além de compor o programa de orientação pedagógica, mostrar de forma prática e teórica que a fraternidade vivenciada na comunidade escolar contribui, em muito, com a formação de um aluno-cidadão, conhecedor de seus direitos e cumpridor dos seus deveres.

Ao expor aos professores o objetivo geral do projeto que resume-se em 'resgatar as relações humanas no exercício dos valores de solidariedade, respeito, cidadania e fraternidade, através de atividades lúdicas e interdisciplinares, contribuindo para um melhor comportamento do aluno dentro e fora da sala de aula, ampliando sua capacidade de atenção, assimilação, aprendizagem e socialização', buscou-se também um maior esclarecimento sobre seus objetivos específicos, tais como:
• Capacitar os agentes envolvidos no ensino escolar para a vivencia da fraternidade como prática pedagógica, utilizando o Dado do Amor, com os conteúdos específicos da Arte de Amar, como instrumento de socialização;
• Melhorar os relacionamentos em sala de aula entre os alunos e também com o professor;
• Tornar o ambiente escolar mais prazeroso através de uma cultura de paz;
• Incentivar a comunidade escolar à prática dos valores humanos;
• Conhecer e desenvolver os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Estatuto da Criança e do Adolescente;
• Crescer o rendimento escolar dos alunos;
• Valorizar o trabalho do professor em sua sala de aula;
• Fomentar a motivação da prática do bem na formação de verdadeiros cidadãos críticos e solidários;
• Tornar prazeroso o trabalho coletivo (direção, professores, alunos, funcionários e pais) na escola;
• Valorizar a diversidade das idéias dos professores e alunos como uma riqueza na coletividade escolar;
• Socializar as experiências vivenciadas pelos(as) professores(as), alunos(as), funcionários(as) e pela direção;
• Auxiliar na redução dos índices de violência nas escolas, e, consequentemente na vida social;
• Promover a redução dos índices de repetência escolar (tida como não aprendizagem);
• Promover a inserção no convívio social;
• Promover o desenvolvimento da capacidade de auto-ajuda e de ajuda mútua;
• Proporcionar o desenvolvimento da espiritualidade (ecumênica);
• Ampliar e/ou promover a inserção da família no contexto escolar como instrumento de apoio ao aprendizado do aluno.
• Avaliar periodicamente o desenvolvimento do Projeto;
• Registrar a vivência dos participantes do Projeto;
• Planejar coletivamente a vivência do Projeto, articulando as dificuldades e sugerindo novas idéias.


Desta forma, observando o projeto dentro de uma visão sistêmica, busca-se alcançar a essência do 'ser e existir' de cada participante, contribuindo para seu melhor desenvolvimento e uma nova visão de mundo.

Segundo a equipe pedagógica do colégio, "(...) Não é difícil compreender que um gesto de amor multiplica a amizade, as experiências, o conhecimento. Os participantes deste encontro, gostaram da mensagem, pois também acreditam que esta filosofia, possibilita perceber a essência do ser humano, e, esta reflexão é significativa para a mudança de mentalidade e atitude, levando-nos à exercitar relações de afetividade no nosso dia a dia".

Observa-se, portanto, que os propósitos deste projeto rompem as barreiras e muros da comunidade escolar, contribuindo com a melhora dos relacionamentos na família e na comunidade em diversos aspectos:
• Mudança nos relacionamentos familiares;
• Mudanças nos relacionamentos intra e interpessoais;
• Desenvolvimento da capacidade de participação em grupos sociais;
• Transformação do contexto social através da inserção, agrupamento, parcerias e participações em outros projetos que venham somar e ampliar a capacidade e o potencial do índice de socialização dos participantes.
• Diminuição da violência familiar;
• Desenvolvimento da espiritualidade na família e na comunidade;

Para alcançar seus objetivos, este projeto busca unir três aspectos fundamentais da aprendizagem:
a escola, a família, e o aluno; promovendo um novo olhar (sistêmico) sobre as dificuldades individuais e coletivas, trabalhando o ser humano no âmbito do corpo, mente e espírito em seus aspectos bio-psico-histórico-sócio-cultural; tendo como instrumentos:

A espiritualidade - Como a base da preparação do aluno, (a terra ondeserá plantada a semente do saber) onde o aprendizado é prático e ininterrupto, levando a criança ao respeito e à convivência pacífica com o próximo, gerando a fraternidade.

O Dado do Amor – Instrumento de socialização que permite à criança e ao jovem uma nova relação com as díades brincar/aprender, viver/socializar através da Arte de Amar, criado e desenvolvido por Chiara Lubich (Itália – 1920 – 2008; fundadora do Movimento dos Focolares).

A psicologia – Como instrumento de direção, controle e monitoramento do desenvolvimento do aluno em sua capacidade de aprendizado e de socialização, através da aquisição, por parte do professor e/ou responsável, do conhecimento e da aplicação de teorias e técnicas específicas ao desenvolvimento do ser humano, contribuindo com o fortalecimento da relação aluno/escola, família/comunidade.

A pedagogia – Como instrumento de transmissão do conhecimento, com seus métodos e formas de ensino, buscando integrar a planilha vigente à uma metodologia sistêmica que leva o aluno, professor e colaboradores a uma nova forma de aprendizado: o aprender para a vida.

O encontro terminou com um delicioso almoço oferecido pelo colégio aos participantes, permeado por laços fraternos que, fortalecidos, contribuirão para as transformações almejadas.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Família da Esperança

A 'Família da Esperança' não é uma congregação ou instituto secular, nem um movimento espiritual, como a renovação carismática e os focolares, mas é uma nova comunidade de leigos, ligada à Congregação dos Leigos. "É algo novo dentro da Igreja, onde os casados, os solteiros, os jovens, mas também irmãs religiosas e padres podem ligar-se numa mesma comunidade que quer atender, no nosso caso, aos jovens dependentes", explica padre César.


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quinta-feira, 8 de abril de 2010

O DADO DO AMOR PARA IMPRIMIR, RECORTAR, COLAR E JOGAR. DIREITOS RESERVADOS À EDITORA CIDADE NOVA: www.cidadenova.org.br e MOVIMENTO DOS FOCOLARES; www.focolare.org

Não poderia ser diferente: tudo começou quando decidi fazer um pequeno ato de amor para uma colega de curso que veio transferida de uma outra faculdade.
Eu havia percebido, já há alguns dias, que ‘aquela pessoa’, cujo nome eu ainda não sabia, aparentava estar cada vez mais triste. Aproximei-me na intenção de ‘ser amor’ para ela e ouvi-la; quem sabe poderia ajudar.
Perguntei-lhe se estava com algum problema e ela me falou da situação pela qual estava passando: havia começado a dar aulas numa escola de ensino fundamental na periferia de uma cidade próxima a Maringá-Pr. no início do ano. Já era meados de abril e ela ainda não havia conseguido interagir com os alunos, nem cumprir a proposta pedagógica.
A sala era muito desordeira, briguenta, não queriam fazer nada além de bagunça e falar palavrões. Isso a estava deixando frustrada como professora iniciante e já pensava em abandonar aquela experiência. Para permanecer na sala, tinha que chavear a porta, e mesmo assim, se descuidasse, havia alunos que fugiam pela janela. A violência e a sexualidade estavam muito afloradas, acima de qualquer normalidade. Ela não sabia mais o que fazer.
Falei-lhe, então, do Projeto do Dado do Amor; uma iniciativa de Chiara Lubich(1920-2008), fundadora do Movimento dos Focolares, que visa promover, através da fraternidade e do amor recíproco, uma mudança de comportamento social. A dinâmica consiste na vivência dos seis aspectos da Arte de Amar, estampados nos vértices de um dado. Joga-s
e o dado e procura-se vivenciar a frase sorteada. Esta experiência está sendo realizada em escolas de vários países, com excelentes resultados. Ela ficou interessada e coloquei-me à disposição para ajudá-la, desde que, autorizados pela direção da escola; o que não demorou acontecer.
O primeiro dia foi muito difícil,separei seis brigas na sala e foi impossível falar com eles. Ao terminar o horário eu estava exausto. Mesmo assim fui falar com a diretora, que já me esperava aflita, perguntando: você vai voltar?
Confesso que naquele momento a vontade era de desistir. Mas fechei os olhos e vi Jesus que clamava em cada uma daquelas crianças. Respondi: é claro que eu volto!
No segundo dia, cheguei na escola com uma frase no coração: 'realizar a vontade de Deus no momento presente'. Uma luz parecia indicar um novo caminho. Adotei outra estratégia. Fiz pequenos grupos de cinco alunos e consegui dar o primeiro passo, criando vínculos com cada um. Não falei do dado, por enquanto, só contei-lhes minhas experiências (muitas) e ensinei-lhes a fazer pequenos atos de amor. Repeti a estratégia várias vezes até conseguir que eles me ouvissem na sala de aula.
Imprimi alguns desenhos de cachos de uva e fiz-lhes uma proposta: 'para c
ada ato de amor que fizessem para o próximo, poderiam pintar uma uva. A professora iria, todos os dias, ouvir estas experiências e compartilhar com todos. Cada ato de amor vivenciado, dava o direito de transcrever a uva pintada para um painel maior, colocado na parede da sala, para que todos pudessem visualizá-lo'.
A cada encontro, os entregava a Jesus e os amava intensamente. Procurava senti-los em suas dores e necessidades. Abraçava cada um, em particular, e deixava que percebessem que podiam confiar.
O amor começou a circular. Os atos de amor começaram a surgir, um a um. A professora os acolhia e os levava à luz na sala. Quanto mais amavam, mais se sentiam amados e mais se doavam uns aos outros. Na quarta semana, as zeladoras da escola já diziam: a sala da Rosana nem parece a mesma, nem precisava limpar.
Um dia duas alunas vieram mais cedo para fazer um ato de amor para a professora: limparam a sala, arrumaram os armá
rios e as cadeiras. Foi uma grande surpresa para todos.
Outro dia, saiu uma briga na sala vizinha. A professora não conseguia conter a turma e pediu ajuda à professora da 'nossa' sala. Ao sair, pediu aos alunos que ficassem sentados e copiassem a matéria do quadro. No entanto, esqueceu de 'chavear' a porta. Ao retornar, vinte minutos depois, deparou-se com um silêncio absoluto. Sentiu as pernas tremerem ao lembrar que não havia fechado a porta e pensou que todos haviam ido embora, como sempre acontecia. Abriu a porta e deparou-se com uma nova realidade: 'todos os alunos estavam sentados, em silêncio, fazendo a cópia do quadro'. Ela chorou ao ver a cena e agradeceu a Deus por poder presenciar aquele momento.
Cada dia que passava percebíamos que 'um esforço de amor' se fazia presente na vida de cada criança. Eles queriam melhorar. Praticavam as experiências e começaram a 'contaminar' os coleguinhas das outras salas de aula.
Estendemos o projeto para as famílias dos alunos, reunindo os pais
uma vez por mês para sabermos como era a realidade familiar de cada um. Aos poucos, percebíamos que os pais também sentiam que havia 'algo de novo acontecendo' com aquelas crianças.
O aprendizado e as notas começaram a melhorar, progressivamente.
Como insentivo, fomos passear num centro de diversão infantil. O passeio foi patrocinado por algumas empresas que acreditaram no projeto e nos auxiliaram. Este momento ímpar na vida daquelas crianças contribuiu para que os laços de amor e reciprocidade que nos unia ficassem ainda mais fortes, dando sustentabilidade às ações que fazíamos em sala de aula para garantir o conteúdo didático. A professora era o ponto mais forte desta conecção. Vivia plenamente a 'arte de amar' com seus alunos, ao ponto de despertar o interesse de seus filhos e esposo, que com o passar do tempo, passa
ram a vivenciar também esta experiência. Ela não esperava ser amada. Amava por primeiro e compartilhava os resultados da sua vivência. Um amor tão forte que superou todas as dificuldades e fez brotar na sala de aula um clima de paz e harmonia. "No início - comentou a professora - eu não acreditava que este projeto poderia dar algum resultado positivo. Mas na medida em que os 'atos de amor' aconteciam eu percebia que alguma coisa mudava no comportamento deles. Quando aconteceu comigo, que fizeram vários atos de amor para mim, e, passaram a prestar mais atenção nas aulas, organizavam a sala,respeitavam-se e compartilhavam o lanche, material didático e brinquedos, percebi que era realmente pra valer. Não dava mais para duvidar". No segundo semestre implantamos o projeto em todas as salas do período da tarde, com resultados surpreendentes. Dois meses depois, uma exposição de cartazes coloriu as paredes da escola. Neles, as crianças 'contavam' através de desenhos e figuras, seus atos de amor, contribuindo assim com a propagação de suas experiências, levando outras crianças a 'imitarem' seus gestos. Outros voluntários do Movimento dos Focolares aderiram ao projeto, doando algumas horas do seu dia para estarem com aquelas crianças e com seus familiares. Iniciamos um ciclo de visitas para levar a 'boa nova' às famílias, numa tentativa de integrá-las com a escola. A experiência 'rompeu os muros' da escola. Os atos de amor das crianças passaram a serem reconhecidos pelos pais, que, nas reuniões davam seus depoimentos: 'percebi que meu filho estava diferente. Fazia coisas que normalmente não fazia, como juntar a louça, ajudar com os afazeres da casa (...) até abraços eu ganhei (...)'. Mesmo nas salas que eram tidas como as mais 'comportadas' os atos de amor faziam a diferença. Uma professora nos confidenciou: 'os alunos passaram a compartilhar seus pertences, a se preocuparem mais com o coleguinha e a ajudarem-se mutuamente nas tarefas (...) melhorou a organização e limpeza da sala e diminuiram os conflitos'. Com o passar dos meses, outras escolas do município queriam participar, implantando o projeto em suas turmas, principalmente naquelas com um maior índice de conflitos. Aos poucos, fomos nos 'ajustando' a esta realidade e atendendo, na medida do possível esta nova demanda. Numa destas escolas, na turma de quinta série, nasceu a realidade de escrevermos um livro. Os alunos faziam suas experiências e as relatavam em pequenos escritos. Na medida em que vivenciavam a Arte de Amar, transformavam suas realidades, melhorando a si mesmo e ao meio a que pertenciam. Estas experiências de amor foram transcritas no livro "O Amor é uma Arte - A Fraternidade como Instrumento Pedagógico", que hoje é utilizado para difundir o projeto nas escolas da região. Mais uma vez o amor rompeu fronteiras, e a experiência chegou à catequese. Mais de quarenta catequistas do município de Mandaguaçu participaram de um encontro de formação para implantarem o projeto do 'Dado do Amor'.

A história continua...na vida de cada um que, na sua medida, é capaz de olhar para fora de si, na direção do outro, e encontrar Jesus!

http://www.nivaldomossato.blogspot.com

terça-feira, 6 de abril de 2010

Senhor, ignoro o que me poderá acontecer hoje. Mas sei que nada me acontecerá sem que o tenhais previsto e permitido para o meu bem. E isso me basta!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

“Propomos uma escola que tenha como centro a pessoa”

XXII Congresso Interamericano de Educação Católica, em Santo Domingo
SANTO DOMINGO, sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org). – Quase mil educadores de 23 países das Américas reuniram-se, entre os dias 25 e 28 de janeiro, em Santo Domingo, capital da República Dominicana, para celebrar o XXII Congresso Interamericano de Educação Católica, cujo tema deste ano era “A qualidade de nossa educação a partir de sua identidade”. O evento foi promovido pela Confederação Interamericana de Educação Católica (CIEC) e pela União Nacional de Escolas Católicas do país. Os debates enfocaram dois temas fundamentais: a identidade da escola católica, por um lado; e por outro, a qualidade de seu ensino.
Em suas mensagens, tanto o cardeal Nicolás de Jesús López Rodríguez, arcebispo de Santo Domingo, quanto Melanio Paredes, Ministro da Educação da República Dominicana, enfatizaram que a escola católica constitui um modelo de educação, no qual as demais podem se espelhar.
As estratégias para uma educação de qualidade, disseram, passam sempre pela capacitação e atualização contínua dos professores, que devem também estar preparados para atuarem como agentes da pastoral educativa, quando a escola for uma escola pastoral. Ao final do congresso, foram enunciados uma série de compromissos assumidos conjuntamente pelas diversas federações nacionais filiadas à CIEC.
Dom Juan Vicente Córdoba expressou, em nome do Diretório do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), sua grande satisfação pelo êxito do evento em estabelecer compromissos comuns, e abençoou as resoluções de todos, desejando "um futuro pleno" às diversas delegações.
Em sua declaração final, os educadores afirmam: “Desejamos e propomos uma escola que tenha como seu centro e objetivo a pessoa, que participe da comunidade eclesial, que esteja aberta às instâncias sociais e comprometida com as culturas emergentes, que integre a família aos processos educativos e seja um sinal profético dos valores do Reino”.
Para atingir estes objetivos, propõem:
1. Situar de forma clara e consistente Cristo no centro do projeto educativo-pastoral das instituições;
2. Integrar a família nos processos educativo-evangelizadores;
3. Avaliar e revisar de forma contínua e sistemática os projetos educativos-pastorais das instituições;
4. Integrar as diversas instâncias para constituir uma autêntica comunidade educativa;
5. Promover e acompanhar o processo de formação continuada dos professores em seus aspectos pedagógicos e profissionais, bem como naqueles relativos à sua fé.
6. Estabelecer redes de colaboração inter-institucionais e inter-congregacionais para o exercício das atividades educativas;
7. Desenvolver juntos, leigos e religiosos, os processos de formação compartilhada: formação, integração e vivência;
8. Aproximar-se dos jovens e responder prioritariamente às necessidades dos pobres e suas novas pobrezas;
9. Apoiar solidamente as federações nacionais e a escola católica do Haiti em sua reconstrução;
10. Que estas conclusões cheguem a todas as confederações e centros educacionais com o compromisso de executá-las e avaliá-las periodicamente, para gerar ações que propiciem uma educação na liberdade.
Para concluir, reiteram “compartilhar da dor que estão sofrendo nossos irmãos no Haiti”, convidando todos os educadores das Américas à “solidariedade efetiva”, expressa no “trabalho de reconstrução futura da educação haitiana, unindo-se aos programas conduzidos pelas diversas organizações educativas nacionais e internacionais” atuantes no país.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A ARTE DE AMAR

A pequena semente

Nunca viste numa estrada abandonada, mas acariciada pela primavera, despontar a tenra erva e reflorescer, sem cessar, a vida?
Assim acontece com a humanidade que te circunda, se deixas de enxergá-la com o olhar da terra e a revigoras com o divino raio da caridade.
O amor sobrenatural em tua alma é um sol, que não admite trégua ao reflorescer a vida.
É uma vida, que é a pedra angular no teu ângulo de vida.
Nada é mais precioso que soerguer o mundo, para restituí-lo a Deus.
O dom da palavra, a fineza no trato, o lampejo da arte, o cabedal de cultura, a experiência dos anos, são dotes, certamente, que não se devem descurar.
Mas, para o Reino eterno vale o que tem mais a vida.
É linda, e boa, e saborosa, e colorida, a fatia da maçã, mas enterrada, morre e não deixa traço.
A pequena semente, que não agrada o paladar, insípida e insulsa, enterrada, produz novas maças.
Assim a vida em Deus, a vida do cristão, o caminho incandescente da Igreja.
Ela, alta e solene, apóia-se em seguidores de Cristo que os séculos disseram insensatos, tolos, loucos...; sobre os quais investiu a fúria do príncipe do mundo, para destruir deles qualquer vestígio.
Resistiram.
O Pai os podou para que, presos à videira, dessem frutos abundantes; e os exaltou, gloriosos, no Reino da vida.
Tu, eu, o leiteiro, o agricultor, o porteiro, o pescador, o operário, o camelô...
E os outros todos, idealistas desiludidos, mães carregadas de pesos, noivos em vésperas de núpcias, velhinhas sem brilho à espera da morte, jovens vibrantes, todos...
Todos são matéria-prima para a sociedade de Deus.
Basta que haja neles um coração que mantenha alta, ereta, direcionada a Deus, a chama do amor.

Chiara Lubich
(extraido do livro Chiara Lubich Ideal e Luz, pgs. 119 e 120, Editora Cidade Nova)