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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

“Propomos uma escola que tenha como centro a pessoa”

XXII Congresso Interamericano de Educação Católica, em Santo Domingo
SANTO DOMINGO, sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org). – Quase mil educadores de 23 países das Américas reuniram-se, entre os dias 25 e 28 de janeiro, em Santo Domingo, capital da República Dominicana, para celebrar o XXII Congresso Interamericano de Educação Católica, cujo tema deste ano era “A qualidade de nossa educação a partir de sua identidade”. O evento foi promovido pela Confederação Interamericana de Educação Católica (CIEC) e pela União Nacional de Escolas Católicas do país. Os debates enfocaram dois temas fundamentais: a identidade da escola católica, por um lado; e por outro, a qualidade de seu ensino.
Em suas mensagens, tanto o cardeal Nicolás de Jesús López Rodríguez, arcebispo de Santo Domingo, quanto Melanio Paredes, Ministro da Educação da República Dominicana, enfatizaram que a escola católica constitui um modelo de educação, no qual as demais podem se espelhar.
As estratégias para uma educação de qualidade, disseram, passam sempre pela capacitação e atualização contínua dos professores, que devem também estar preparados para atuarem como agentes da pastoral educativa, quando a escola for uma escola pastoral. Ao final do congresso, foram enunciados uma série de compromissos assumidos conjuntamente pelas diversas federações nacionais filiadas à CIEC.
Dom Juan Vicente Córdoba expressou, em nome do Diretório do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), sua grande satisfação pelo êxito do evento em estabelecer compromissos comuns, e abençoou as resoluções de todos, desejando "um futuro pleno" às diversas delegações.
Em sua declaração final, os educadores afirmam: “Desejamos e propomos uma escola que tenha como seu centro e objetivo a pessoa, que participe da comunidade eclesial, que esteja aberta às instâncias sociais e comprometida com as culturas emergentes, que integre a família aos processos educativos e seja um sinal profético dos valores do Reino”.
Para atingir estes objetivos, propõem:
1. Situar de forma clara e consistente Cristo no centro do projeto educativo-pastoral das instituições;
2. Integrar a família nos processos educativo-evangelizadores;
3. Avaliar e revisar de forma contínua e sistemática os projetos educativos-pastorais das instituições;
4. Integrar as diversas instâncias para constituir uma autêntica comunidade educativa;
5. Promover e acompanhar o processo de formação continuada dos professores em seus aspectos pedagógicos e profissionais, bem como naqueles relativos à sua fé.
6. Estabelecer redes de colaboração inter-institucionais e inter-congregacionais para o exercício das atividades educativas;
7. Desenvolver juntos, leigos e religiosos, os processos de formação compartilhada: formação, integração e vivência;
8. Aproximar-se dos jovens e responder prioritariamente às necessidades dos pobres e suas novas pobrezas;
9. Apoiar solidamente as federações nacionais e a escola católica do Haiti em sua reconstrução;
10. Que estas conclusões cheguem a todas as confederações e centros educacionais com o compromisso de executá-las e avaliá-las periodicamente, para gerar ações que propiciem uma educação na liberdade.
Para concluir, reiteram “compartilhar da dor que estão sofrendo nossos irmãos no Haiti”, convidando todos os educadores das Américas à “solidariedade efetiva”, expressa no “trabalho de reconstrução futura da educação haitiana, unindo-se aos programas conduzidos pelas diversas organizações educativas nacionais e internacionais” atuantes no país.

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