Jesus como Educador

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

TRABALHO COM O DADO DO AMOR CENTRO EDUCACIONAL MADRE THEODORA ITU - SP

COMO TUDO COMEÇOU

Um grande número de membros do Movimento dos Focolares e convidados da cidade de Itu reuniram-se no Colégio do Patrocínio, em 05 de abril de 2009, com o objetivo de trocarem idéias sobre o projeto-cidade. Entre tantas sugestões apresentadas uma delas foi a de trabalhar com o Dado do Amor em diferentes instituições sociais e educacionais do município.

Para tanto, buscaram subsídios com as pessoas que já desenvolvem esse trabalho em outros municípios, como Jundiaí, São Roque e Cotia.

Estava presente a professora Lúcia, da rede pública municipal da cidade de Jundiaí que falou sobre o trabalho com o Dado do Amor desenvolvido durante 5 anos em seis escolas municipais. Lá, esse trabalho foi introduzido como uma ação pedagógica inserida no projeto político pedagógico da escola, o qual está fundamentado nos PCNs, tendo como preocupação principal atender os objetivos ligados aos temas transversais como: ética e cidadania, pluralidade e diversidade cultural, trabalho e consumo, meio ambiente e saúde.

Também estava presente a Irmã Geralda, que, de passagem pelo colégio naquele final de semana, sentiu-se atraída pela ideia apresentada. Depois disso, a Irmã Geralda, a Madre Superiora e as demais Irmãs do colégio colocaram-se à disposição do Movimento para o desenvolvimento da dinâmica do Dado do Amor, junto às 250 crianças atendidas pelo Centro de Educação.

No dia 9 de abril de 2010 foi realizada a primeira reunião com a Coordenadora Pedagógica para o estudo e preparação do Programa com a dinâmica do Dado do Amor e que teve início no dia 02 de Outubro do mesmo ano.

RELATÓRIO FINAL DAS ATIVIDADES COM O DADO DO AMOR

COLÉGIO DO PATROCÍNIO

2009 – ITU - SP

Em 02 de outubro de 2009, foram iniciadas, com as crianças do Centro de Educação Madre Teodora, as atividades com o Dado do Amor.

Eram 248 meninos e meninas de idade escolar entre 7 e 12 anos que recebiam reforço escolar, alimentação, educação religiosa, aulas de informática, aulas de música e de educação física, educação ambiental, jogos “mente inovadora”, artesanato e que agora, às sextas-feiras, participavam de vivências com o Dado do Amor.

A obra que é coordenada pela Irmã Maria Carmelita Lupurini Sampaio tem a orientação pedagógica de Isolene B. de Sena Silva e o auxílio docente de jovens monitores contratados pela SIPEB - Sociedade de Instrução Popular e Beneficência.

Como membros do Movimento dos Focolares, éramos 7 voluntárias na parte da manhã e 6 à tarde.

Nossas atividades eram introduzidas sempre com uma música tirada do CD do dado do amor e as atividades com vídeo, teatro, desenhos, confecção de cartõezinhos, eram sempre acompanhadas de um diálogo participativo, de forma que a criança respondia questões relacionadas com algum tema da VIDA. Sendo assim, no primeiro dia contamos a história de vida de Chiara Lubich.

O ponto alto da dinâmica com o Dado do Amor era o sorteio da frase para a semana e nós nos preocupávamos, principalmente, em explicar a dinâmica do dado.

E para finalizar voltávamos a cantar uma música como: “É tão linda a vida”, “Consciência da Humanidade” e outras.

Depois do primeiro contato, combinamos de voltar toda sexta-feira de manhã, das 8h às 10h e à tarde, das 13h30 às 15h, sempre com uma atividade diferente, uma nova música, o relato de experiências sobre a vivência com a frase do Dado do Amor.

Nos cinco dias de trabalho com o Dado do Amor as crianças tiveram a oportunidade de assistir o DVD do filme PEPÊ E JOTABÊ, cuja metodologia utilizada levava-os a refletir sobre os diversos episódios, buscando uma relação com situações vividas e concluindo com o significado de alguma frase do dado do amor.

Por exemplo: segundo episódio “LIMITES” – PEPÊ, como toda criança, está testando seus limites, pulando, se equilibrando, dando saltos e pulos. JOTABÊ chega e pergunta: O que v. está fazendo? “Estou vendo os meus limites”, responde PEPÊ.

Com as crianças: Perguntávamos se elas já haviam testado seus limites e como faziam? E quando ultrapassavam os próprios limites, o que podia acontecer? Daí, fazíamos com que as crianças percebessem que os limites podiam ser entendidos como sendo os dons, as capacidades de cada um e que podiam, então, colocar os próprios dons a serviço do outro. Por ex.: se sei fazer a lição, explico para o meu colega que não sabe. Se já sei ler, leio para o meu colega que ainda não tem essa habilidade. Se meu irmãozinho está chorando e a mamãe está ocupada, ofereço-me para ajudá-la no que puder.

Conclusão: “ser o primeiro a amar”, “ver Jesus no outro”, “amar a todos”.

Nestes diálogos com as crianças era possível perceber o desejo delas em querer entender, participar e éramos surpreendidas com respostas que superavam nossas expectativas.

Eis, aqui, alguns relatos de experiências apresentadas pelas crianças, tanto do período da manhã como da tarde:

Felipe Silva Walbon

Eu estava numa prova em dupla e quando eu levantei para perguntar para a minha professora “se errar uma coisa só repete de ano”, daí a minha amiga falou: “Felipe, não levanta mais senão a gente tira nota baixa”. Daí, eu me lembrei da frase do dado do amor e fiz como a minha amiga disse.

Maria Eduarda

Fazer-se um – eu termino a minha lição e vou ajudar os meus amigos a fazer a lição.

O dado do amor me ajuda muito com as coisas em casa, na escola e na minha vida e outras coisas.

Adrielle (6 anos)

Quando minha mãe briga comigo, eu aprendo que não devo fazer aquilo que é errado. Eu estou melhorando porque me lembrei da frase: Fazer-se um.

Amanda (eu não sei o que é “fazer-se um”)

Meu pai está pintando. Eu não estava fazendo nada e ajudei.

Ana Luiza (8 anos)

Eu estava brincando com minha amiga e o meu primo chegou na minha casa e eu fui com meu primo e lembrei de fazer-se um. Chamei minha amiga para brincar comigo e com meu primo.

Julia de Souza Leite

Eu aprendi que o dado do amor serve para o dia-a-dia; para nós convivermos um com o outro; para não brigar, bater, chutar etc.

Rafaella

Na casa de minha tia eu fiz-me um, pois ao invés de brincar com um, eu brinquei com todos.

Outro dia, na minha escola, eu ajudei quatro colegas que tinham dificuldade a fazerem a lição.

Bianca Aparecida

Fazer-se 1 – Minha vó precisava de ajuda para arrumar a cama e só que eu queria brincar muito, mas eu fiz 1 com ela e então depois eu fui brincar. Depois eu senti um amor muito grande.

Guilherme Amaral Cardoso

Minha amiga Amanda pediu ajuda na lição. Eu ajudei a Amanda e ela saiu bem na lição.

Gabriel Galantini

Um dia eu estava jogando bola com os meus amigos e minha irmã pediu para eu brincar com ela. Daí eu larguei todos os meus amigos para brincar com ela.

Milene (Katellen escreveu o que Milene contava)

Minha mãe brigou com minha vó por causa de eu não ter dado comida para o gato. Minha mãe queria bater em mim e minha vó não deixou porque eu ia levar uma surra que nunca ia esquecer. Depois estavam saindo minha mãe e minha vó. Minha vó esqueceu a chave na porta e eu tive de pular o muro para abrir a porta.

Um depoimento especial

Houve um dia em que perguntamos se alguma das monitoras tinha ouvido algum relato de experiência das crianças.

Prontamente, a monitora Rita contou que um aluno seu disse-lhe, em segredo, que um amiguinho havia convidado-o para tatuar o braço com clips. Quando o menino viu o braço do colega todo riscado de clips, lembrou-se do dado do amor e não aceitou o convite. Depois foi contar para a professora que levou ao conhecimento da coordenadora pedagógica. Esta convocou as famílias com o objetivo de alertá-las sobre o perigo de tal comportamento das crianças. Este fato chamou a atenção não só dos membros da escola como de uma grande parte das famílias.

FESTA DE ENCERRAMENTO – DIA 05 DE DEZEMBRO DE 2009

Por sugestão da coordenadora pedagógica, cada criança, acompanhada de sua família, receberia, já na entrada do colégio, o dado do amor colorido, - confeccionado por uma gráfica e embalado em saco de presente. Os bilhetinhos, com o relato de experiência, estariam dentro da sacola de presente que o colégio iria entregar depois.

Os pais compareceram em massa e as crianças fizeram grandes apresentações. Percebemos que o Colégio tem o privilégio de receber a ajuda de muitos voluntários, os quais foram homenageados com muito carinho e chamados de anjos.

O ponto alto da festa foi o anúncio feito pela Madre responsável, pois o projeto educacional do Centro de Educação Madre Teodora tinha sido escolhido pela UNICEF para fazer parte do projeto Criança Esperança da Fundação Roberto Marinho, entre tantos outros inscritos em todo o território nacional,

Conclusão:

O trabalho com o Dado do Amor é uma experiência que enriquece muito o relacionamento não só com as crianças, mas conosco também, uma vez que é uma oportunidade para viver o amor recíproco, viver o Jesus em meio e o carisma da unidade. O bom resultado do trabalho depende dessa nossa disposição em fazer-se um com o outro, buscando sempre viver segundo a regra de ouro.

Percebemos que somos “as escolhidas” para levar a essas crianças uma palavra de esperança, de fé na vida.

Experimentamos muitas vezes o Jesus Abandonado quando o planejado não dava certo. Ora por falta de recursos, ou quando os recursos eletrônicos não funcionavam; ora porque faltava um professor e tínhamos de juntar as turmas, ora porque as crianças tinham de fazer reforço e ocupavam o espaço reservado para os nossos trabalhos. Eram momentos de reflexão, de se colocar diante de Jesus e perceber o quanto somos limitados. Mas, por outro lado, víamos nas crianças uma capacidade muito grande de entendimento, surpreendendo-nos, muitas vezes, com respostas inusitadas.

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