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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

EDUCAÇÃO PARA A PAZ

O fortalecimento de valores, como a solidariedade, a tolerância, a ética, é fundamental para a educação e o desenvolvimento integral, em todas as suas dimensões, de crianças e jovens. E as artes são uma plataforma privilegiada para a difusão e consolidação desses valores. Este é o foco do Projeto “SOLIDARIEDARTE: Educação, arte e cultura, transformando a comunidade”, em curso no município de Igarassu (PE). Este é um dos três projetos em desenvolvimento em Pernambuco, como parte do Segundo Ciclo do Programa pela Educação Integral, do Fundo Juntos pela Educação.

O Projeto SOLIDARIEDARTE resulta da parceria entre Aldeias Infantis SOS de Igarassu, União dos Meninos e Meninas de Igarassu, Escola Santa Maria, Sociedade Movimento dos Focolares e Escola Municipal “João de Queiroz Galvão”.

São oferecidas, para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, oficinas e várias atividades artísticas, de letramento e educação ambiental. Ecologia Lúdica, com a confecção em material reciclado de maquetes dos edifícios históricos de Igarassu, e Música Orgânica, também com princípios ambientais, são duas dessas ações. Orquestra e rádio escolar estão em curso na Escola Santa Maria, que foi fundamental na inclusão da educação para a paz no currículo das escolas de Igarassu, desde 2002.

O Programa pela Educação Integral visa a formação de redes locais de ensino e aprendizagem, constituídas por escolas públicas, organizações sociais, Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e outros ativos comunitários. O propósito dessas redes é oferecer educação integral para crianças e adolescentes de territórios considerados de vulnerabilidade social.

Educação integral significando o desenvolvimento do ser humano em todas as suas dimensões, o que apenas é possível com uma perspectiva intersetorial, com vários parceiros atuando em rede. O Programa pela Educação Integral é uma iniciativa do Fundo Juntos pela Educação, constituído em 2004 pelo Instituto Arcor Brasil, Instituto C&A e Vitae.

Os outros dois projetos do Segundo Ciclo do Programa pela Educação Integral em curso na Região Metropolitana de Recife são “Brincando com os sons”, em Olinda, e “Construindo saberes e direitos através da educação integral”, em Recife. Outros quatro projetos são apoiados pelo Fundo Juntos pela Educação, como parte do Segundo Ciclo do Programa pela Educação Integral, na Região Metropolitana de Fortaleza.

domingo, 6 de novembro de 2011



Milho de pipoca


Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.

Assim acontece com a gente… As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e de uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, um filho, o pai, a mãe, o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo, o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação, também. Imagino que a pobre pipoca, dentro da panela fechada, cada vez mais quente, pense que chegou a sua hora: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo do que é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: bum! E ela aparece como outra coisa completamente diferente, algo que nunca havia sonhado.

Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.

A presunção e o medo são a casca dura do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria a ninguém.

Por: Rubem Alves, Ed. Papirus